Forminhas de Amor
Requer grande amor para coisas ou pessoas ou partes do corpo de falsa mas má reputação se tornarem gentis. Numa terra muito distante, havia esse pinto, um pinto, de um homem, que era extremamente gentil e educado e simpático, pinto - tão amigável que compreendia as boas maneiras, como nenhum outro pinto, e não havia calça que o impedisse de cumprimentar, "olá, como vai você hoje?" com uma voz assim, fininha. E muitas mulheres desmaiavam ou mesmo o tratavam mal. Mas ele não desistia, não aquele pinto.
Um pinto podia sofrer de muito preconceito naquela terra, sendo que um pinto comum serve a muitas tarefas indignas ou sujas, mas haviam pintos diferentes, pelo menos, um pinto diferente e aquele pinto não merecia sofrer por seus colegas. Na infância, aceito no escotismo, foi congratulando com todas as medalhas - tentava muito ajudar velhinhas a atravessar ruas conturbadas, mas dificilmente recebia reconhecimento pela tentativa. Era chamado de nomes horríveis, diariamente. Humillhado e isolado.
Um dia, o pinto estava andando por uma rua deserta, muito triste, soluçando e lamentando, quando uma garotinha cega e pobre, estendeu o braço pedindo por comida. O pinto, num primeiro instinto, se protegeu de uma possível pancada, pensando que a garotinha ao estender o braço, iria golpeá-lo, na verdade, e ficou um tanto admirado quando percebeu que aquela garotinha não o julgaria pela aparência. Deu-lhe comida e roupas, tudo com o bom salário que o pinto recebia como analista de sistemas, e eventualmente casou-se com ela, recompensado por todos os anos de boa intenção.
Foi a mais linda e emocionante cerimônia, com todos convidados, agora, aceitando o pinto como membro da sociedade, joganda pétalas de variadas flores nele e em sua amada.






