The pursuit of love in a cold climate
Todas as minhas defesas e elogios ao frio se esgotaram. Não posso falar de novo, como estou falando agora, que o frio é maravilhoso porque permite que as pessoas tentem se vestir de forma mais civilizada e, em alguns casos, lindamente. Que permite que aquele velhinho resolva sair de casa usando o casaco do Columbo e uma boina xadrez, que ele fica tão fofinho que eu definitivamente compraria uma action figure dele. Que possibilita o uso de cachecóis e nem preciso ou posso começar a falar do universo dos cachecóis porque mortais não dominam o assunto dos cachecóis, sua divindade. Não posso comentar novamente como é bom sair do quarto e ir até a cozinha usando um edredon como casaco e umas três meias ao mesmo tempo. Mas eu tenho um novo argumento: Calças de moleton.
Não estou falando de qualquer calça de moleton, não é daquelas que tem elástico nas pernas ou um furo no joelho, estou falando d'A calça de moleton. Clarinha, cheirosa, confortável como uma nuvem e, em algumas culturas, socialmente aceitas fora do conforto de casa. Eu sei que calça de moleton pode se transformar em algo muito chulo e barato, mas pensem na calça de moleton que Greta Garbo usaria reclusa em casa (sim, eu acredito que ela usaria uma calça de moleton e estou falando desse tipo de calça de moleton, as da Greta Garbo).
A simples visão - e o toque! - de uma dessas calças de moleton me traz conforto de espírito. Sim, essa é a minha defesa e parte da longa declaração de amor ao frio. Calças de moleton!
Eu acredito que, em algum momento, calças de moleton vão ser a sensação do inverno. Poderíamos chamá-las de calças de moleton sociais, reinterpretações do modelo caseiro que é naturalmente largo e maravilhoso e sem mensagens escritas no bumbum. Calças do mais confortável moleton, perfeitamente cortadas e de cores claras, variações de cinza e branco, na verdade, divinas. Imagino nova-iorquinas usando-as com casacos pretos três quartos, tênis, blusas soltinhas por baixo, cor neutra, óculos escuros e uma bolsa enorme, talvez laranja, o cabelo ajeitado num rabo de cavalo feito de última hora, logo depois de acordar, pouco antes de sair. Tudo muito simples, mas muito caro também. E seria lindo.
Não estou falando de qualquer calça de moleton, não é daquelas que tem elástico nas pernas ou um furo no joelho, estou falando d'A calça de moleton. Clarinha, cheirosa, confortável como uma nuvem e, em algumas culturas, socialmente aceitas fora do conforto de casa. Eu sei que calça de moleton pode se transformar em algo muito chulo e barato, mas pensem na calça de moleton que Greta Garbo usaria reclusa em casa (sim, eu acredito que ela usaria uma calça de moleton e estou falando desse tipo de calça de moleton, as da Greta Garbo).
A simples visão - e o toque! - de uma dessas calças de moleton me traz conforto de espírito. Sim, essa é a minha defesa e parte da longa declaração de amor ao frio. Calças de moleton!
Eu acredito que, em algum momento, calças de moleton vão ser a sensação do inverno. Poderíamos chamá-las de calças de moleton sociais, reinterpretações do modelo caseiro que é naturalmente largo e maravilhoso e sem mensagens escritas no bumbum. Calças do mais confortável moleton, perfeitamente cortadas e de cores claras, variações de cinza e branco, na verdade, divinas. Imagino nova-iorquinas usando-as com casacos pretos três quartos, tênis, blusas soltinhas por baixo, cor neutra, óculos escuros e uma bolsa enorme, talvez laranja, o cabelo ajeitado num rabo de cavalo feito de última hora, logo depois de acordar, pouco antes de sair. Tudo muito simples, mas muito caro também. E seria lindo.
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