Million Dollar Kiss: 06/01/2007 - 07/01/2007
The Ego's Last Stand.

27.6.07

I bite my teeth

Hoje, peguei minha capinha feita de material desconhecido pra usar entre os dentes durante o sono. Há meses que sinto muitas dores na mandíbula e isso, apesar de apertar os dentes causando grande desconforto, deve aliviar a tensão muscular do meu rosto. Fico contente que o Tarantino tenha usado uma dessas em From Dusk Till Dawn. Acho legal ter algo em comum com o personagem de um psicopata, ainda mais interpretado pelo Tarantino. Me faz parecer complexa e perigosa..

Em algum momento, vai ser completamente impossível sair de casa sem uma mala ou mochila. Atualmente, eu preciso ter por perto:

- Meus óculos
- Lenços de papel
- Escova de dentes
- Pílula pra dormir
- Remédios para alergia
- Inalador (e os remédios do inalador)
- E, agora, a tal capinha psicopata.

Isso sem falar das necessidades estéticas como espelho, maquiagem, escova de cabelo, elástico de cabelo, protetor labial, etc.. A possível ausência dessas coisas tão perfeitamente escolhidas e moldadas pra mim contribui para o meu medo de sair de casa e depender dos estranhos. É assustador depender do banheiro dos outros, das toalhas dos outros. Raríssimas vezes, as toalhas dos outros são satisfatórias, mas quando são, ah, é tão bom sair de casa e depender dos outros.
Voltando de uma chuva torrencial, fui me recuperar, uma vez, na casa de uma amiga, que me forneceu roupas limpas, de tamanhos apropriados e confortáveis. Ah, a toalha dela também era muito boa. Ah, o Sucrilhos da casa de uma outra amiga! O almoço tão gostoso! Todas essas acomodações especiais, quando acontecem, fazem com que eu me sinta como se Aslan tivesse soprado seu bafinho mágico em mim, me derretendo e recuperando os movimentos e a vida.
Eu tinha uma amiga que recusava mergulhar na piscina por causa das lentes de contato. Acabei arranjando uma garrafinha de soro pra deixar sempre que ela precisasse em casa. Sempre que ela aparecia e precisava tirar as lentes, eu pegava dois copos de pinga, enchia de soro e orientava enfaticamente, "esse é o da esquerda, esse é o da direita".

Marcadores: , , ,

23.6.07

O gênio

Revisitando os clássicos, fazendo as pazes com a humanidade:

Marcadores: ,

21.6.07

Wakaranai

I remember feeling like a ship
whose captain was too drunk to steer
and you watched as I was sinking
waving sadly from the pier.


Conversando sobre possibilidades negativas com uma amiga, ela me disse que a sensei diria que o cosmos dá aquilo que recebe e que eu preciso ser mais positiva. Eu disse que já tinha tentado isso, mas que não deu muito certo. Em seguida, mandei o link do dramatic chipmunk e perdemos o foco por aí.
Otimismo sempre me pareceu uma prática muito mais doentia do que o pessimismo. Pra ser otimista é preciso torcer o tempo todo, com fervor religioso e, então, a decepção é tão grande. Para ser pessimista não é preciso fazer nada constantemente. Você só precisa ter um pensamento negativo e pronto.
Mas se a sensei diz, ela provavelmente está certa. :/

13.6.07

Incrível, a internet ainda funciona e eu estou postando no meu blog. Não sei como isso está acontecendo no resto do mundo ou se está acontecendo no resto do mundo, se o resto do mundo sabe. Eu estava no meio de uma prova na faculdade quando o alarme de incêndio disparou e quase que instantaneamente ficamos ensopados. Não sei como conseguimos descer seis andares molhados, em pânico e sem nos machucar muito. Tentei ficar perto da minha amiga, mas a perdi no meio dos outros lá pelo quarto andar. Eu tinha medo de encontrar fogo, de repente, em algum lugar do caminho, mas não havia nada. Nem cheiro ou fumaça. Chegando nas catracas da faculdade, muita gente simplesmente esqueceu delas, tentou passar de qualquer jeito, se machucaram, passaram por cima, por baixo, algumas pessoas caíram e ficaram lá, eu não vi nenhuma delas levantar, mas vi pessoas passando por cima. Eu pulei a porta que usam para deficientes físicos. Nem faço idéia de como o garoto com paralisia saiu do sexto andar sem um elevador. Do lado de fora do prédio, as pessoas continuavam correndo como se o incêndio que ninguém tinha visto pudesse, de alguma forma, alcançá-los. Algumas pessoas tentavam parar e procurar por outras ou apenas olhar pra trás, mas logo aparecia um outro grupo correndo que arrastava todas essas pessoas com elas. Alguma coisa estava acontecendo. Algumas pessoas correram para o estacionamento da faculdade, do outro lado da rua. Eu ouvi gritos. Não eram gritos de alguém chamando por outra pessoa ou alguém que tivesse caído e se machucado. Era puro horror. Eu não pude parar, fiz o caminho que sempre faço para voltar pra casa, quase que instintivamente. No caminho, eu vi um homem ensangüentado. Eu não podia ver de onde tanto sangue estava saindo, eu não via nenhum machucado. Ele tinha todo o rosto sujo, as mãos e a camisa. Eu parei um pouco, pensei que eu deveria ajudá-lo. Algumas outras pessoas tomaram o mesmo caminho que eu, o caminho até o metrô, mas ninguém parava para ajudá-lo. Ele estava andando muito devagar, como se fosse difícil andar. Eu me aproximei. Ele deu alguns passos na minha direção. Eu perguntei, ainda molhada, tremendo de frio, se ele precisava de ajuda, eu disse que eu poderia ajudá-lo a chegar até o metrô (não sei porque tanta gente pensou nisso, pensando agora, é tão estúpido achar que o metrô seria uma boa idéia). Ele abriu a boca bem devagar, eu pensei que ele ia dizer alguma coisa, me dar alguma resposta ou me dizer o que fazer, mas ele apenas avançou na minha direção e começou a se inclinar como se estivesse desmaiando em cima de mim, mas eu vi os olhos dele, ele estava bem acordado. E eu vi seus dentes, eles estavam sujos de sangue. Eu consegui fugir. Enquanto eu corria, eu olhei para atrás. Alguém que havia tentando ajudá-lo não tinha conseguido fugir. Uma garota. Quando cheguei no metrô, além das pessoas que tinham fugido comigo, tudo estava deserto. Não tinha ninguém nas bilheterias, nenhum segurança. Pulamos as catracas, esperamos algum trem chegar, mas nada. Ninguém tinha celular, todo mundo tinha deixado tudo pra trás. Esperamos muito, andando pra lá e pra cá. Alguém resolveu abrir uma porta debaixo de uma das escadas rolantes pra ver o que tinha dentro. Tinha uma mulher, da limpeza. Ela também estava coberta de sangue. Algumas pessoas resolveram subir as escadas, mas logo ouvimos gritos de lá. Outros estavam chegando. Eu desci nos trilhos e comecei a correr, pelo menos, até a próxima estação. Eu vi um trem parado numa linha ao lado. Eu vi mais pessoas ensangüentadas lá dentro, batendo contra os vidros das portas e janelas. Eu comecei a sentir pânico, meu peito estava doendo e eu não conseguia respirar direito, minhas pernas doíam, mas eu não podia parar.. Desculpe. Eu nem sei se alguém está lendo isso. Eu vi meu.. Não importa se, se alguém está lendo, se você o conhece, se ele for um deles, não deixe entrar. Eles não vão responder, eles nem mesmo se lembram. Não se aproximem deles. Eu fui mordida. Não dói tanto quanto se imagina. Eu só me lembro que está doendo quando eu olho, então, eu tento não olhar muito. Eu me sinto fraca, mas acho que poderia ser pior. Eu espero que você esteja bem, seja onde estiver. Eu espero que a gente se encontre quando tudo acabar.

Marcadores:

4.6.07

Ganbarimasu!

Estou me recuperando de uma overdose de barrinhas de cereal de banana. O pior já passou e estou confiante. Quero agradecer por todo apoio de minha família, amigos e fãs.

Obrigada, do fundo do coração.

Estou enfrentando um período difícil. Acabei de sair da rehab, estou aprendendo a tomar minhas próprias decisões e estou tomando o controle da minha vida.

Para todas as garotas por aí, uma mensagem: Vocês não precisam de barrinhas de ceral de banana para se sentirem amadas.

O amor mais importante é o amor próprio.

*

A verdade é que estou em provas. Em duas semanas, termino mais um semestre e, claro, estou me sobrecarregando à toa, achando que estou numa universidade séria. É inevitável.

Fora isso, há o japonês. Estou avançando. Vagarosamente. Sei como perguntar o preço das coisas e até mesmo como pedir educadamente para que as pessoas morram.

Ainda há tempo para checar blogs de fofoca e manter a televisão ligada por horas. Óbvio.

Mas tem mais uma série de coisas acontecendo que temo falar sobre por inúmeros motivos. Assim que for seguro, eu falo.

O principal é: Muitas coisas estão acontecendo. Estou semi-destruída. Não posso tomar decisões, atitudes. Não posso cometer o ato corajoso de escrever em meu blog! Oh, o caos emocional! A fome do absoluto!

Viram a Paris Hilton sendo presa? E a Miss America caindo de bunda no chão?

Marcadores: