I bite my teeth
Hoje, peguei minha capinha feita de material desconhecido pra usar entre os dentes durante o sono. Há meses que sinto muitas dores na mandíbula e isso, apesar de apertar os dentes causando grande desconforto, deve aliviar a tensão muscular do meu rosto. Fico contente que o Tarantino tenha usado uma dessas em From Dusk Till Dawn. Acho legal ter algo em comum com o personagem de um psicopata, ainda mais interpretado pelo Tarantino. Me faz parecer complexa e perigosa..
Em algum momento, vai ser completamente impossível sair de casa sem uma mala ou mochila. Atualmente, eu preciso ter por perto:
- Meus óculos
- Lenços de papel
- Escova de dentes
- Pílula pra dormir
- Remédios para alergia
- Inalador (e os remédios do inalador)
- E, agora, a tal capinha psicopata.
Isso sem falar das necessidades estéticas como espelho, maquiagem, escova de cabelo, elástico de cabelo, protetor labial, etc.. A possível ausência dessas coisas tão perfeitamente escolhidas e moldadas pra mim contribui para o meu medo de sair de casa e depender dos estranhos. É assustador depender do banheiro dos outros, das toalhas dos outros. Raríssimas vezes, as toalhas dos outros são satisfatórias, mas quando são, ah, é tão bom sair de casa e depender dos outros.
Voltando de uma chuva torrencial, fui me recuperar, uma vez, na casa de uma amiga, que me forneceu roupas limpas, de tamanhos apropriados e confortáveis. Ah, a toalha dela também era muito boa. Ah, o Sucrilhos da casa de uma outra amiga! O almoço tão gostoso! Todas essas acomodações especiais, quando acontecem, fazem com que eu me sinta como se Aslan tivesse soprado seu bafinho mágico em mim, me derretendo e recuperando os movimentos e a vida.
Eu tinha uma amiga que recusava mergulhar na piscina por causa das lentes de contato. Acabei arranjando uma garrafinha de soro pra deixar sempre que ela precisasse em casa. Sempre que ela aparecia e precisava tirar as lentes, eu pegava dois copos de pinga, enchia de soro e orientava enfaticamente, "esse é o da esquerda, esse é o da direita".
Em algum momento, vai ser completamente impossível sair de casa sem uma mala ou mochila. Atualmente, eu preciso ter por perto:
- Meus óculos
- Lenços de papel
- Escova de dentes
- Pílula pra dormir
- Remédios para alergia
- Inalador (e os remédios do inalador)
- E, agora, a tal capinha psicopata.
Isso sem falar das necessidades estéticas como espelho, maquiagem, escova de cabelo, elástico de cabelo, protetor labial, etc.. A possível ausência dessas coisas tão perfeitamente escolhidas e moldadas pra mim contribui para o meu medo de sair de casa e depender dos estranhos. É assustador depender do banheiro dos outros, das toalhas dos outros. Raríssimas vezes, as toalhas dos outros são satisfatórias, mas quando são, ah, é tão bom sair de casa e depender dos outros.
Voltando de uma chuva torrencial, fui me recuperar, uma vez, na casa de uma amiga, que me forneceu roupas limpas, de tamanhos apropriados e confortáveis. Ah, a toalha dela também era muito boa. Ah, o Sucrilhos da casa de uma outra amiga! O almoço tão gostoso! Todas essas acomodações especiais, quando acontecem, fazem com que eu me sinta como se Aslan tivesse soprado seu bafinho mágico em mim, me derretendo e recuperando os movimentos e a vida.
Eu tinha uma amiga que recusava mergulhar na piscina por causa das lentes de contato. Acabei arranjando uma garrafinha de soro pra deixar sempre que ela precisasse em casa. Sempre que ela aparecia e precisava tirar as lentes, eu pegava dois copos de pinga, enchia de soro e orientava enfaticamente, "esse é o da esquerda, esse é o da direita".
