Satan Said Dance
Escuta, tenho uma teoria. Eu acho que pessoas que não têm nenhum problema com maldade acabam ficando todas boazinhas, enquanto pessoas que são aterrorizadas por qualquer visão de maldade acabam inevitavelmente contagiadas por ela, mesmo que com uma forma muito mais leve de maldade - porque pensam muito nisso e vivem com isso. Acho que é assim. Não sei.
Eu sou maldosa porque acho muito divertido e me ajuda a passar o tempo, mas abomino maldade de verdade. Não maltrato órfãos, por exemplo, a não ser talvez que mereçam. Acho que seria coisa pra contar aos netos com orgulho, "eu maltratei um órfão -- mas ele tava pedindo por isso". Seria legal, mas, enfim. Digamos, rir dos tênis de alguém, totalmente pelas costas, como fiz hoje (e foi bom, eram ridículos) é totalmente ok e acho muito atraente pessoas que partilham desse tipo de qualidade.
Meu tipo de maldade, que é benigna e até charmosa, é dificilmente o que há de pior no mundo. Se alguém não consegue rir da garota vesga que é péssima pessoa também, well, isso é realmente assustador. Porque esse só pode cometer alguma atrocidade algum dia.
Todos sabem que serial killers são, em geral, pessoas normais, simpáticas, extrovertidas - outro terror a ser explorado - cidadãos exemplares e tal. São as pessoas mais capazes de maldade porque elas simplesmente não gastam suas cotas de maldade diariamente e não têm nenhuma relação com maldade, não pensam e não praticam muito.
Das duas uma. Ou você pensa muito sobre alguma coisa e fica obcecado. Ou se você nem mesmo considera, essa coisa acaba voltando em algum momento como o fantasma de um namorado negligenciado. Então, é bom pensar em maldade e violência e depravação, essas coisas todas muito vis todos os dias pra não ter de praticar nunca. Tem uma garota que tem um sorriso congelado no rosto e ela é sempre muito solícita e muito animada e woohoo e nada me deixa mais aterrorizada. Se uma pessoa é constantemente vil, nada pode surpreender. Mas se essa garota aparecer com uma faca, oh boy, vai ser sério.
Sonhei que eu dei um soco em um garoto desconhecido, baixinho, loiro. Ele tava me perturbando e tapas ou empurrões não davam mais certo. "Vou te dar um soco", eu avisei, e segurei a nuca dele gentilmente com a mão esquerda e dei um soco entre o nariz e a boca com a mão direita. Ele tinha o rosto coberto de espinhas, acordei com nojo da minha mão. Uma coisa a menos na lista.
Eu sou maldosa porque acho muito divertido e me ajuda a passar o tempo, mas abomino maldade de verdade. Não maltrato órfãos, por exemplo, a não ser talvez que mereçam. Acho que seria coisa pra contar aos netos com orgulho, "eu maltratei um órfão -- mas ele tava pedindo por isso". Seria legal, mas, enfim. Digamos, rir dos tênis de alguém, totalmente pelas costas, como fiz hoje (e foi bom, eram ridículos) é totalmente ok e acho muito atraente pessoas que partilham desse tipo de qualidade.
Meu tipo de maldade, que é benigna e até charmosa, é dificilmente o que há de pior no mundo. Se alguém não consegue rir da garota vesga que é péssima pessoa também, well, isso é realmente assustador. Porque esse só pode cometer alguma atrocidade algum dia.
Todos sabem que serial killers são, em geral, pessoas normais, simpáticas, extrovertidas - outro terror a ser explorado - cidadãos exemplares e tal. São as pessoas mais capazes de maldade porque elas simplesmente não gastam suas cotas de maldade diariamente e não têm nenhuma relação com maldade, não pensam e não praticam muito.
Das duas uma. Ou você pensa muito sobre alguma coisa e fica obcecado. Ou se você nem mesmo considera, essa coisa acaba voltando em algum momento como o fantasma de um namorado negligenciado. Então, é bom pensar em maldade e violência e depravação, essas coisas todas muito vis todos os dias pra não ter de praticar nunca. Tem uma garota que tem um sorriso congelado no rosto e ela é sempre muito solícita e muito animada e woohoo e nada me deixa mais aterrorizada. Se uma pessoa é constantemente vil, nada pode surpreender. Mas se essa garota aparecer com uma faca, oh boy, vai ser sério.
Sonhei que eu dei um soco em um garoto desconhecido, baixinho, loiro. Ele tava me perturbando e tapas ou empurrões não davam mais certo. "Vou te dar um soco", eu avisei, e segurei a nuca dele gentilmente com a mão esquerda e dei um soco entre o nariz e a boca com a mão direita. Ele tinha o rosto coberto de espinhas, acordei com nojo da minha mão. Uma coisa a menos na lista.
