Million Dollar Kiss: 03/01/2007 - 04/01/2007
The Ego's Last Stand.

17.3.07

Coco

Percebi que estou aplicando a regra de Coco Chanel na escrita. Antes de publicar um texto, me olho no espelho e tiro um brinco de parágrafo.

Battle Royale 4

Acabei de ler Battle Royale 4 e estou tão impressionada. Já sou fã do filme há muito tempo e estava gostando muito de todas as outras edições anteriores do mangá, mas a quarta parte me fez parar por alguns segundos durante a leitura, em várias ocasiões e páginas diferentes, dizer "uau" em voz alta e esperar um pouco enquanto o "uau" passava completamente e eu encarava o nada.
Não exatamente por isso que eu gostei tanto, mas também, Battle Royale 4 fez com que eu me lembrasse de algumas coisas que eu acreditava, de como eu costumava ser alguns anos atrás. Não sinto falta de como eu era. Acho que cresci bastante. Mas havia algo também que ainda acho que era muito bom e que, como não foi adequadamente testado, foi suprimido e/ou perdido completamente. Ou não completamente.
Eu tinha um ideal. Fico um pouco constrangida quando uso "ideal" como substantivo e não como adjetivo como, por exemplo, "jaqueta ideal". Era a chave da sobrevivência no mundo seja quais fossem os problemas. Era algo muito simples e muito bobo, mas também e talvez por isso mesmo, bonito e verdadeiramente bom.
Na época (eu devia ter uns 16, 17 anos), a pessoa que eu tinha escolhido para me acompanhar com a coisa de sobreviver no mundo daquela forma não aceitou o convite e a prática ideal do meu ideal necessitava de, pelo menos, dois. Briguei e rompi com meu ideal e, desde então, perdi contato com aquilo que eu tinha elaborado com tanto carinho e ingenuidade juvenil. Eu ainda tento ser carinhosa com o que elaboro e ainda sou ingênua e juvenil, sort of, mas um pouco menos do que eu me disponibilizava ser. Acho que é isso. Eu sou menos disponível do que eu costumava ser com relação a tudo.
Falar sobre aquele ideal me causaria uma vergonha enorme, mas está lá em Battle Royale 4 e bastante explícito, eu acho. Fiquei contente enquanto lia ao ver aquelas coisas tão pessoais em um trabalho alheio. Acho que significa que eu não estava completamente errada ou completamente sozinha.
Não, não é Nanahara, por favor. Eu não era tão besta assim.
Tenho me perguntando ultimamente quando foi que começou e o porquê desse meu fascínio com o Japão. Eu não tinha interesse quando era criança e nem mesmo com 16, 17. Eu ainda não sei responder bem, mas acho que faz sentido assim, quando faço o caminho inverso, construindo as minhas idéias muito pessoais primeiro e depois encontrando por acaso a minha identidade em obras japonesas ao invés de ter crescido e sido invariavelmente influenciada por isso ou aquilo. E são em obras japonesas e através de formas de expressão japonesas, onde sempre encontro partes significantes da minha constituição mais antiga e querida, entre todos os outros meios e lugares.
Em busca do livro do Battle Royale!

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3.3.07

Guia Zissou de Sobrevivência

Eu ia escrever bastante e explicar detalhadamente, mas é isso:

1 - Água é bom.

2 - Pense em insetos inesperados e indesejados como animações coloridinhas.

3 - Ódio Imortal aos Golfinhos, ou simplesmente OIG.