Million Dollar Kiss: 05/01/2009 - 06/01/2009
The Ego's Last Stand.

30.5.09

Vou trabalhar no Sesc Pompéia pelos próximos dois meses, incluindo finais de semana, feriados, etc. Só vou folgar de segunda-feira. Assim que o trabalho terminar, começo a filmar meu tcc. Ainda preciso encontrar uma atriz japonesa de cabelo comprido.

*sigh*

16.5.09

Uma situação hipotética não muito prática: Um neto qualquer conversa com uma vó qualquer, comendo sequilhos, goiabinhas, etc.. A vó, com os lábios esbranquiçados de sequilho, limpa a secreção do olho esquerdo e diz para o neto que vai morar em Joanesburgo.

- Ah, vai nada!
- Vou. Vou pra Joanesburgo.
- Tá. Fazer o que lá, vó?
- Não sei. Mas eu vou.

E o pior de tudo é que velha foi mesmo e se estabeleceu por lá e tudo.

Algumas pessoas são "gente que faz". Todo mundo faz alguma coisa, mas essa gente não faz o que a gente faz - tipo, omelete - mas eles fazem coisas, se mudam com a família pra lá do outro lado mundo, abrem um negócio ali, inventam um num sei o que, vão estudar sei lá onde, esse tipo de coisa. Gente que faz.

Estou numa discussão sem fim comigo mesma pra tentar descobrir se sou dessas que faz coisa, que faz filme, vai morar dois anos na Cracóvia, volta, lança um livro, faz outro filme... Sei lá. Há uma diferença clara entre a gente que faz e a gente que faz feira, suco, escova.

Me contaram, uma vez, de um garoto que conseguiu uma bolsa de estudo na Sorbonne. Acho que odiei o cara instantaneamente de tanta inveja e depois senti pena. Ele era do interior, morava com os pais, não falava absolutamente nada em francês.

Imaginei que o valor da experiência, a glória de poder dizer que estudou na Sorbonne, etc., eram proporcionais ao desespero da situação, ao estado dos nervos dele quando o avião ergueu o nariz do chão e imaginou os pais voltando sozinhos para, sei lá, Aparecida. Eu morreria de medo. Morro de medo. Mas não sei... Vai que eu sou dessas pessoas.

Sendo ou não, sei que tem de ser terrível.