Million Dollar Kiss: 06/01/2005 - 07/01/2005
The Ego's Last Stand.

30.6.05

Reintero

- Meu Deus, o Brasil só tem gay burro - não fui eu, mas my love, quem disse, não venham me culpar. My love and I serão os principais personagens aqui (outras cenas de outros indivíduos serão devidamente editadas e cortadas e esquecidas futuramente) mas quero lhes lembrar do amor. O amor, o amor!
Estamos acostumados com gays sociais, de Oscar Wilde ao Fab 5, gays que se prestam a algo, que escrevem irônica e sarcasticamente (só se pode ser bom escritor, sendo gay) ou que estejam à venda na Tok Stok em trinta cores diferentes. Adoro. Quero um monte. Mas nós nos esquecemos, sim, dessa dura realidade, de que não é todo gay que é útil e inteligente e charmoso. Ainda mais no Brasil. Terríveis designers de interiores.
Não me entendam mal, se falo mal de mulheres e gays (o que eu posso, porque pertenço a pelo menos um das características) não é porque não gosto de mulheres e gays, não, não, é porque odeio sensibilidade no mamilo. O-de-io. Literatura tipicamente gay e/ou feminina é uma dorzinha no mamilo, seja de emoção ou raiva. Ai, estou cho-ca-da!

Aos reality shows

"Odeio perder," pois é só você, eu adoro. É o tipo de coisa que todo mundo diz que me faz fazer careta. Não há risco, assim, de ponto negativo, e eu "odeio perder". Oras, se perguntar a qualquer um, dirão todos que melhoraram muito, que são muito mais espertinhos que antigamente, que isso ou aquilo é sinal de evolução - mas eles não mudaram nada, se não ficaram pior - estão apenas respondendo a quota de comportamente "odeio perder", de comportamente óbvio, eu adoro e estou muito, mas muito pior que antes.
Eu evoluí, sem dúvida. Como eu saberia, eu me questionei, e concluí que é como História, que é como Matemática, que é, basicamente, Adição. Variados tipos de atitude (e escrita) me garantem minha evolução - passei por isso, e isso, e isso. Até posso fingir a escrita que já é de longa data aniversariante, que, meu Deus, como vocês não mudam nem mesmo em um ano. Apago as velhinhas (sim, velhinhas) todo ano, em dias diferentes, tenho trezentos e sessenta e pouco, e vario o sabor do bolo, o tema da festa. Ano passado, foi em junho e teve piñata. Se o que não muda é o dever de fazer desejos, desejo todo ano, escrevam algo engraçado, algo que não tenha a ver com hormônios ou desequilíbrio químico no cérebro, algo que não seja político ou sério, ou sério, qualquer coisa que não seja isso.

29.6.05

Even educated fleas do it

My love and I nos perguntávamos o que daríamos de presente de casamento - que não a onça banhado em ouro - ao tal casal que felizmente se casa e pensamos em nos dar, porque somos bonitos e fofinhos e engraçadinhos.
Me ocorreu a idéia de dizer que ter gatos é a mesma coisa que ter blogueiros, então, adote blogueiros, os deixe dormindo no sofá, colocando pratinho de comida no chão vez ou outra. Quando não queremos carinho (porque temos muito sono) fazemos uma cara satânica, e vocês se afastam. E gostamos de lazanha também.
Achei a idéia fucking geniuos, até me lembrar de algum site de algum cara que já havia feito tal comparação entre blogueiros e gatos. Damn.

28.6.05

Sexismo

Sexismo é o que pode haver de melhor na criação de uma criança. Toda criança não criada com extremo cuidado para que essa não vire gay é uma criança perdida. Veja, mulheres constantemente escrevem mal porque é normal, embora eu considere uma degeneração, ser gay, especialmente quando mulher. Em tempos modernos, o homem ganha os mesmos direitos que os da mulher, não o contrário, que é poder ser gay mesmo hétero, ou seja, o Apocalipse. Por isso, fazem, hoje em dia, poemas sobre as flores e as borboletas e o ar e o amor com a mesma bichice de uma garota de doze anos (uma fase muito cor-de-rosa, homossexualismo sempre tem algo de infantil e de escolar, um lápis com borrachinha cor-de-rosa da Hello Kitty, assim são os gays) e isso sendo um homem barbudo de trinta e cinco. Garanto, essa criança não apanhou o suficiente. Tinha pais hippies que não queriam definir sua sexualidade e acabaram com o futuro da criança. Não tiveram amigos que duvidavam o suficiente de suas opções, desafiando-o a humilhar a garota gorda. "Ai, gente, coitada".
O problema da literatura feminina não é só ser feminina, se restringindo a ex-namorados, borboletas e menstruação, mas ser infantil. Eu me lembro. Na sétima série, só falávamos sobre modess. Perguntávamos de cinco e cinco minuto, se estava marcando. Isso, porque estávamos muito excitadas com os novos acontecimentos. São as pessoas não acostumadas com sexo e namoro e borboletas, que escrevem sobre tudo isso. Elas estão encantadas e por isso, só fazem besteira - é como homem com mulher bonita, todos se transformam em Peter Sellers, pisando em violinos no caminho.
Homens escrevem melhor porque envolvem amadurecimento. Não que os homens sejam maduros, não são, mas boa-escrita, mesmo com tema infantil, precisa de amadurecimento, pelo menos, fingido. É preciso se acostumar com as coisas pra não falar sob efeito da novidade. Se acostumar com namoro, amor, sexo e etc. Homens são treinados desde os doze anos de idade a achar nossos poeminhas ridículos, afetados, exagerados, gays e fingirem naturalidade quando os coleguinhas falam de sexo - são machos, "comi mais de quatro", assim, falado com naturalidade, mesmo sendo todos virgens. Fazem bem em roubar a borrachinha da Hello Kitty, sujar toda, desenhar pintinhos na boquinha dela, e ficarem jogando na cabeça da gorda na hora do recreio. A gorda chocada.

23.6.05

Carnivale

A única razão que eu vejo para a impossibilidade de alguns blogueiros sérios, mesmo falando de assuntos sérios, escreverem divertida ou agradavelmente é que eles nunca visitaram um parque de diversão antes. Ou pior, visitaram e algo triste e trágico aconteceu, como quebrar o braço ou deixar as sete bolas do sorvete de casquinha cair no chão, e ficaram para todo o sempre assim, chatos. Muito mais do que acredito que as pessoas possuem almas, acredito que elas possuem parques de diversões internos. Ativo ou não, alguns simplesmente possuem um grande terreno baldio interno, com um lugar tragicamente vazio onde constumava ser a roda-gigante. Eu acredito que não só para as pessoas escreverem bem, mas para serem boas pessoas, bons namorados, amigos e pais, mas especialmente na hora de escrever, as pessoas precisam ter os melhores parques de diversões internos. Por exemplo, no meu parque, você é recebido pelos atores e atrizes mais bonitos da História, nas melhores roupas, cantando as melhores canções, com os melhores doces, e atrações, passeio de pônei, lançamento de anão - os anões gostam e pedem "dez metros! dez metros!". Vendedores circulam usando tuxedos, vendendo balões, algodão-doce, fondue de chocolate e wiccans no espetinho - o meu parque, e os meus parques favoritos, teriam de ter wiccans no espetinho - a barraca de beijos da Marilyn Monroe, festivais de cinema chamados "Nestes filmes, Charlize Theron estará bonita e não irá chorar ou gritar" e uma incrível máquina que te embala até que se consiga o cochilo perfeito. Eu acho maravilhoso.
Agora, veja os parques dessa gente chata. Atendentes uniformizadamente feias te dão um cházinho de camomila logo na entrada, os políticos mais feios vem correndo ao seu encontro com mil bottons que pinicam infernalmente para todo o sempre - não que sejam os reais, os políticos, mas Zés e Marias usando aquelas cabeças enormes de esquerdinhas e comunistas com luvinhas brancas e buracos para os olhos satânicos - cachorro quente de tofu, barraquinha de discussão da célula-tronco. Uma musiquinha bem chata no carrossel, que não gira, pra não deixar as crianças confusas ou com dor-de-cabeça. Visitantes amuados, sentados em banquinhos duros - nos meus existem sofás com dúzias de almofadas comestíveis, morango, chocolate e queijo - que não podem correr ou brincar por causa da asma e porque a mãe vigia de perto. Crianças sem mães não podem entrar. E apenas as piores mães, digo, exatamente aquelas que não deixam correr e matar os pombos de medo - eu digo, no meu parque, quando as crianças correm na direção, os pombos colocam as asinhas nas testas e desmaiam, murmurando ironicamente "selvagens" - são admitidas, às vezes, acompanhadas daquelas tias chatas que não deixam pegar friagem e te forçam a usar o casaquinho de lã mais brega do mundo, que elas mesmas tricotaram. Má escrita, que proporciona uma má leitura, é uma má infânica, revivida a cada vírgula, com os piores acontecimentos, os mais traumáticos, representados pela defesa do "exercício de cidadania" ou a discussão do "voto-nulo" ou da "ditadura chilena", tudo com asma, comida vegetariana e casaquinho de lã cheio de pompons, really embarassing.

22.6.05

Lost

Lost, um dos meus seriados favoritos no momento, lida inteiramente com clichês, mas é bem-feito. O herói se chama Jack e é bonito e esperto, mas tem seus episódios em que simplesmente está insuportável e de mau-humor, como qualquer vilão, como seria mais na vida real. Não que eu aprecie algo exatamente pela aproximação da realidade, Deus, não deixe, mas Lost lida com boas realidades. You see, existem spoilers daqui em diante, mas não é nada que vá estragar a temporada toda; Os irmãos Boone e Shannon não são irmãos de verdade, como foi revelado em um dos flash backs da ilha, e, de todas as pessoas não-relacionadas-por-sangue, é claro que eles tinham de se envolver afetiva e sexualmente. The thing is, qualquer roteirista apartir do momento que revela algo faz questão de que não se deixe esquecer. Sayid, o militar iraquiano (não poderia ser um carteiro ou um cozinheiro iraquiano), interessado em Shannon, vai conversar com Boone - aí que entra a diferença entre roteiros bons e novelas. Em nenhum momento, Boone diz "sister" com tom irônico ou sarcástico, como qualquer roteirista faria se esquecendo de que no tempo e na vida real, as pessoas diariamente esquecem que não são, de fato, irmãs das outras. Quem não viu o episódio anterior, jamais diria e é assim com qualquer pessoa. Criança adotada nenhuma se refere aos pais fazendo aspas com os dedinhos, apenas quando é importante lembrar, ela lembra e explica.

21.6.05

La musique de Papa

Assim que nasce um filho, os pais correm às lojas de disco, conseguem localizar com extrema facilidade e rapidez coisas como Bee Gees em Canto Gregoriano, acham a idéia sensacional e compram - muitos usam de lembrancinha, um cartãozinho It´s a boy! preso no cedê de Bee Gees em Canto Gregoriano. Mesmo que nunca tenham gostado de Bee Gees ou Canto Gregoriano, é algo que simplesmente acontece com pais.

20.6.05

Ocidentais tolinhos

Claro que depois de tantos filmes eu acho qualquer arte marcial super-duper mas, assim como a escala de felinos bregas, existe a escala de artes marciais bregas - bem como tudo que tem asa é brega, e eu devo falar disso mais tarde. A escala só funciona no Brasil, é feita depois de conhecer brasileiros, especialmente sergipanos que ensinam jiu-jítsu. A escala é também suscetível aos acontecimentos do mundo. Por exemplo, graças a uma recente reportagem da Veja, é o pior momento da História para entrar numa academia de kendo - quão mais desconhecida a arte marcial, melhor. Se a Dona Cotinha nunca tiver ouvido falar, perfeito.
Dada as circunstâncias, as próprias características das artes que conheço, e também os heróis que as representam - eu não faria aikidô por causa do Steven Seagal - eu decidi que era hora de encontrar um mestre de kung-fu, sendo o próprio kung-fu já bastante brega. You see, mesmo sendo discípulo direto de Wang Lang, teu professor será baiano e terá perfil no Orkut e assobiará certa música de Bernard Herman apenas porque a ouviu num famoso programa de tevê cujo canal eu sempre me esqueço.
Eu achava que nada que passa pelo Brasil passa impune, e é verdade, mas muito mais culpado de tal critério são os filmes. É claro que eu queria um Pai Mei e, talvez, nem mesmo na China exista um e mesmo os chineses sejam mesmo tapadinhos, o que duvido, mas a decepção - me refiro a decepção de crescer com filmes e querer aquilo num mundo real - é muito maior quando se encontra um baiano com perfil no Orkut. É como um professor de arte natural de Osasco, não se pode confiar em nenhum profissional de Osasco.

18.6.05

Ay, carajo! No tengo pantalones!


Frida Kahlo agachando na rua e se aliviando enquanto acaricia bicho.

Um dos grandes motivos pra eu não gostar dos Estados Unidos é que é muito perto do México. Minha visão do México é uma que me contaram, uma vez, de mulheres bolivianas (Bolívia, México, tudo igual) que se agachavam nas ruas e faziam as necessidades ali mesmo - por isso que não usam calças e outras roupas decentes. As florzinhas, as miçangas, o sombreiro, tudo aquilo é pra distrair do que acontece quando essa gente se agacha. Pra mim, escorre tudo nos States, sim, é isso, Estados Unidos têm cheiro de xixi chicano.
Então, eu falei mal de negro e de latinos; Eu pensava comigo, eu não sou racista, eu só não gosto de chicano. É a pior coisa da América, chicano. Well, na Europa tem muito africano também, e africano é tudo parente de chicano. É, talvez eu seja racista, mas eu posso. Caucasianos estúpidos.

17.6.05

The "make-girl-floating" gun

Apesar de gostar do Dean Martin, Matt Helm, aquela tentativa de criar e adaptar um James Bond americano, é meu principal argumento quando discuto a superioridade européia. Period.

16.6.05

Black people love us!

Como dizer? O tipo de pessoa que luta por quotas raciais é o tipo de pessoa que classificará a própria raça pela vida toda, ou seja, elas nunca se esquecerão ou deixarão esquecer que são de tal cor, sendo essa minha definição de racismo. Como dizer? Spike Lee acha que, no fundo, no fundo, o homem branco deseja, cada minuto, ser negro - é um passe muito conveniente, na verdade, quem pode socialmente e irrepreensivelmente odiar quem - Spike Lee pode cuspir e bater em mim e eu não posso dar nem mesmo um peteleco (casais inter-raciais, no cinema, são representados, geralmente, por um negro e uma japonesa, não sei porque não há faíscas comigo). A verdade é que pessoas politizadas assim nos fazem acreditar que pelo menos Spike Lee nunca deveria ter sido educado. Que deveria estar se vendendo pra comprar crack. Oh, sim.

*

Li, não lembro onde, sobre um negro consciente com a camiseta promocional de Malcolm X e apontando pro peito, "sabe quem é esse? Sabe? É Malcolm X!" e alguém tendo de alertar, "não, é Denzel Washington..."

A tumba do Donald Trump

Muitas pessoas não entendem a graça de ser rico, que é exatamente comprar o inútil e fazer o desnecessário. I mean, eu passei de carro ao lado de um depósito e pude ver, durante o farol vermelho, o que parecia ser uma onça em relevo metálico numa moldura cor de cobre. Real Classy. Ninguém em boa saúde mental poderia apreciar aquilo, é fato, mas se fosse eu rica, largaria o carro no meio do trânsito e pagaria quanto fosse preciso pela tal onça. Para quê? Para dar de presente, um presente de casamento.
Um casal de amigos está para se casar e se eu fosse rica eu lhes daria tal onça (há toda uma escala de felinos bregas, as onças estão no topo, no meu ponto de vista) apenas para ver a expressão no rosto deles. É claro que eu compraria também um presente real, uma cesta de esmeraldas, uma manada inteira de elefantes treinados, ou gatinhos siameses, mas eu daria a onça, devidamente banhada em ouro, primeiro. Faria questão de pendurar na parede da sala e tudo.
Ser rico, ao contrário do que se pensa, é a coisa mais anárquica que se pode fazer. E eu sentiria muito gosto. I mean, todos viram a casa do Donald Trump, os detalhes dourados, a fonte na entrada e tudo mais, não sei porque não coloca os membros do reality show dançando conga no topo da mesa da diretoria, eu colocaria. Eu realmente acredito que a renda é, de fato, muito mal distribuída, principalmente porque os poucos que a tem, tem também pouca imaginação, além de muito mau-gosto; Meu trabalho ideal seria sugerir idéias criativas e divertidas para pessoas ricas gastarem, um personal suggester. Uma das idéias seria parar pessoas normais na rua, especialmente pessoas do mesmo sexo e muito mais velhas, e pedir um programa. Aumentar o valor até a pessoa ceder.

14.6.05

I want to be alone

Enquanto como moranguinho com açúcar, fico horrorizada com as estatísticas. Para cada hora do dia, algum blogueiro escreve uma coluna sobre blogs, geralmente, fazendo uma lista de blogs incrivelmente ruim e, reportadamente, todos esses blogueiros cospem enquanto falam, na vida real, eu digo.
Eu não costumo dizer que certas noções são relativas, de que o que é certo para um pode ser errado para outro; Na verdade, eu penso que as pessoas e coisas estão claramente divididas em certas e erradas, e nem me venham perguntar dos canibais, se seria errado comer os corpos de vítimas de um acidente de avião quando se passa fome, comam moranguinhos com açúcar. Mas parece relativo, eu temo, o conceito de interessante.
I mean, pra mim, não interessa mais listar blogs de referência (referência me lembra relevância, e nada que não seja novo, ou diferente, ou especial é relevante). Não interessa nem mesmo para minha mãe, que nem sabe o que é blog. Só interessa à gente chata que, na próxima hora, vai escrever e publicar outra coluna sobre blogs, dizendo as mesmas coisas, indicando as mesmas pessoas e igualmente ensopada de perdigotos - só esse hábito ou doença das glândulas salivares, já basta como fator não-interessante, eu nem vou começar a falar dos temas. Espera, vou sim.
Se eu tivesse de explicar a minha mãe o que é um blog, não que ela se interesse, mas se fosse necessário, eu diria que a grande maioria é uma grande conversa de elevador com a vizinha chata do décimo terceiro. Que todos falam de noções pré-concebidas e conhecidas por todos, mas com ar de descoberta e profunda auto-confiança (mesmo os deprimidos). Que os assuntos são sociais, políticos, futebolísticos, hormonais e os anos 80. E esse mensalão, hein? E Lula diria "Foi sem querer querendo" - minha mãe, que fala com a tevê, iria adorar, mas still, ela não se interessa. E eu não a culpo.
Comendo moranguinho com açúcar, eu vejo que não se pode confiar nas pessoas quando elas dizem que tal, coisa ou pessoa, é interessante, se elas mesmas parecerem chatas. De qualquer forma, elas estão erradas, e eu certa. Escuta, também existem palavras erradas e palavras certas. Simples assim. Fe-nô-me-no é errado, muito errado.

13.6.05

Btw

Enquanto não há post novo, you know, recesso do dia dos namorados, se precisarem falar comigo mais diretamente, o endereço é nicohideyo you know what yahoo you know what br. Eu devo disponibilizar, como já disse antes num comentário, o email em algum lugar da página, mas tenho preguiiiiça. Eu ia deixar um texto em inglês que li há um tempo, para que se entretenham na minha ausência, defendendo o Michael Jackson, dizendo que se Thriller não vale alguns menininhos, mais nada vale. Sensacional, mas não achei nem mesmo no Google - ora, também não procurei com muito empenho. Que fazem? Colocam Padinho Ciço, or whatever the name is, de ponta-cabeça? Tenho sono.

*

Aqui, ó! Obrigada, Anônimo (Alexandre.)

11.6.05

Healthy Choice

Existem filmes que não fazem diferença alguma se são em preto e branco ou coloridos - alguém falhou, diretor artístico, fotográfico, geral ou toda a década de 80 - e, geralmente, não gosto desse tipo de filme assim como não gosto de uma saia turquesa com um top rosa-choque e uma sandália amarela.
Punch Drunk Love jamais poderia ser feito em preto e branco. No momento, mas é só o momento, não me lembro de nenhum outro filme, nem mesmo Kill Bill, em que a cor seja tão importante e correta e coerente. O menino usa azul, a menina usa vermelho, e as cores se mesclam naquelas cenas loucas com linhas horizontais e brilhos - e há esse cuidado gay com cada frame.
It Happened One Night jamais poderia ser feito em cores porque é inteiramente construído visualmente a base de luz, ou ausência de luz. Quando Clark Gable e Claudette Colbert vão dormir em camas separadas num hotel e todas as luzes são apagadas, só se pode ver dois pontinhos brancos brilhantes num fundo preto, que são os olhos abertos de Claudette Colbert. E essas coisinhas, esse cuidado gay, são as melhores coisinhas.

10.6.05

Corpse Bride

Re-re-assistindo Batman Returns, aquele antes do Batman parecer uma parada gay, e vendo a Michelle Pfeifer se transformando em Mulher-Gato e tendo um ataque e destruindo o apartamento e colocando os bichinhos de pelúcia no triturador da pia, e me sentindo aliviada pela sensação ser exatamente igual a da primeira vez que vi, "mas não faz isso, tá quebrando tudo!"
Não, eu não vi o novo Batman, mas achei fraco.
O cinema não está morto, só não se penteia bem e tem aquele visual brega de The Cure, mas não chega ser tão brega quanto Placebo.

O Mensalão

Mensalão era um rapazote sapeca, traquina e malemolente. É dele a tese de que quando um cão late, sua cloaca, sim, se abre, e fecha, em perfeita sincronia com a boca - não se sabe exatamente de que lado o som sai, desde que ambos se movem da mesma forma, haveria latido sem cloaca do cão? E este é o todo mistério. E concordo, e tomei experimentos, e acho fascinante. Gosto muito do Mensalão.

Wise guy

Ainda não vi o novo Wes Anderson e parte da grande resistência dos meus amigos a me acompanharem é o Seu Jorge - ora, leitores, a esta medida, pensei que já estivesse claro; existem pessoas que dizem finalmente reconheceram um brasileiro lá fora, e, com prazer, desconheço essa gente como desconheço Seu Jorge, aqui não trataremos de carioquices - mas eu queria ver, queria mesmo.
Considerando os anos oitenta, e let´s dance, não acho que seja um grande crime re-interpretar Ziggy Stardust, mas deve doer, um pouco, é claro. Ziggy Stardust era amigo de Lou Reed e não se faz isso com um amigo de Lou Reed. Mas relevemos. Eu quero explicar porquê Wes Anderson escolheu Seu Jorge. Sim, falarei agora por Wes Anderson.
Os sentimentos com relação a nacionalidades são dividos em, primeiro e geralmente mais relevante, os dos estrangeiros e, segundo, os dos moradores da nacionalidade. Os estrangeiros partilham da paixão pela excentricidade de tal nacionalidade - estrangeiros partilham da paixão por estrangeiros, apenas porque talvez eles sejam diferentes das pessoas chatas, chatice relativamente relacionada a pátria, do seu país, estado, cidade ou rua. Eu queria ter toda sorte de pessoa excêntrica em minha casa, vindos dos lugares mais distantes e diferentes, logo, interessantes. Imagine as festas. E excentricidade compreende, no meu caso, monges tibetanos, assassinos indianos, acrobatas russos, ginastas chinesas, encantadores de serpentes turcos e assim por diante. You see, se eu não fosse daqui, eu acharia cool ter um cantor brasileiro. Provavelmente, os turcos não se devem achar grande coisa - e esses são os melhores turcos.
Essa é toda a graça de Wes Anderson desde o começo: excentricidade. A caracterização é essencial e divina, e desperta interesse, no mínimo, por ser esquisito, then, lovely. Me dêem pessoas esquisitas, não moderninhas, mas esquisitas, não doentes mentais, mas divertidas, seja na roupa, na fala, nos gostos ou todos e estarei bem, mesmo vivendo no meu país.

8.6.05

Oh, baby, dance, dance.

Toda mulher feia apela pra sexo - o último recurso, sexo, é coisa de desesperado, desesperado para ser patético ou desesperado para apenas beijar heroicamente, é desespero - sabendo que homens não negam, geralmente, sob quaisquer que sejam as circunstâncias. Alguns negam ou dizem que. Enfim, não há nada mais contundente do que uma gorda de decote. Por causa disso, e porque sou pudica também, não falo de sexo - falar ou demonstrar ou sugerir sexo, de qualquer forma, para total estranhos, é coisa de mulher feia. Geralmente gorda, que toda gorda é desenxabida.
Eu entendo, é difícil, se não há nada no rosto ou nem mesmo na conversa ou nos gestos que seja gracioso, deve haver algo de interessante no corpo, nem que sejam só fluidos - falar de fluidos, oh, brother, é coisa de mulher encalhada há trinta, quase quarenta anos.
Mas ok com elas. Tenho dó de mulher feia, tenho mesmo. O pior mesmo é homem feio. Terrível. Da mesma forma que as gordas usam decotes ousados e pintam o sarará de louro, os homens feios recorrem à política. Geralmente partidária, geralmente gordos. Mulher feia de decote falando de política, então, é uma degeneração. Sim, irmãos, é essa a mensagem, política é coisa de homem feio. Futebol também.

7.6.05

O Garoto Algodão-Doce

Era cheio de bons sentimentos, supostamente. Mas o aspecto rosado, lhes digo, se dava por corantes artificiais, isso, e uma bexiguinha que a luz refletia, e nada mais. Sim, garoto algodão-doce-estragado, vulgo, algodão-doce, era um pedaço de doce que amargava na boca - amargava tudo - e não valia nem mesmo pela bexiguinha.
Irritado por sua realidade, e também pela sua varetinha ser muito curtinha - não que eu tenha visto, mas sou oniciente e não preciso, de fato, ver, praise be the Lord, vênia - decidiu mostrar a amarga realidade para todos os garotos e garotas, inclusive o nobre Menino Cosquinha, nosso destemido herói.
Ele não perdia por esperar, o algodão-doce-gordinho, digo, ele não contava com os incríveis poderes do Menino Cosquinha, e sua parceira, que apareceria quatro episódios a frente, a Mulher Sopa de Feijão com Batata e Macarrão de Letrinha.

Eu adoro provocar

Muitas pessoas me páram na rua e me perguntam, por quê os Wunderblogs? Na verdade, eles páram qualquer japonesa que encontram, you know, we all look like the same to you, e não me acham, na maioria das vezes. Digo que não os conheço todos e não os leio todos, mas leio poucos que valem por portais inteiros, com posts que valem por humanos completos, bem, não de todos humanos, porque falta de gosto me parece desumano, o que nos leva a questão de que toda a humanidade é incrivelmente desumana e há esperança de um futuro em coisas como Na Trilha da Excelência.
Há todo um ecossistema lá fora, uma selva lá fora, onde os Wunderblogs estão no topo, mesmo que eu não os conheça todos, como o negão que, no final, come todo mundo, sim, grande analogia, e não me importo de verdade se são todos olavetes pirobos. Há o pessoal do Insanus pelo qual me simpatizo - são predadores, poderosos, mas vivem separadamente, não sei, como texugos ou algo, do mal - sinto por alguns do Gardenal, alguns, e nem lembro dos outros, especialmente os de mulher, mas, lembro, se me lembro de posts ou frases com todo o empenho que esqueço portais inteiros e seres inteiros, lembro, oh, deles todos, de oh, oh, quer saber? Vou sentar nesta coisa aí - que me sinto muito mal em dizer porra.

6.6.05

Mamie Van Doren na brisa do metrô

Eu ando um tanto irritada com umas manias que se revelam de algumas blogueiras portuguesas - é portuguesa esta? Não sei - do tipo, colocar o título "para te ouvir melhor" e postar a foto duma boca bonita, e etc. A estrutura do post título-foto ou título-frase geralmente já não me parece grande coisa, me parece, na maioria das vezes, too lame, imagine assim. Colocar foto dum pinto bonito e aí escrito "para te comer melhor". Não, não.
Dir-se-ia que qualquer coisa é um bom motivo para postar fotos bonitas e eu concordo, mas não são fotos bonitas, nem as frases são grande coisa. A maioria parece tirada daqueles arquivos de publicidade online, especialmente da seção royalty free, onde estão as fotos mais vagabundas dos fotógrafos mais vagabundos, e sem aquele jê-ne-sê-quê que faz uma foto bonita. É muito simplista, uma boca feminina com batom vermelho, em close. Oras, nem tratamento de imagem tem. O contraste não é interessante, as cores não são interessantes, o ângulo, a composição, nada - assim como a maioria dos sites de fotografia que se encontra por aí, especialmente fotos de paisagem, like, um pôr-do-sol e uma lagoa, bad, bad stumbler - é vulgar. Não tem alma, é ok, mas não tem alma, é superficial, que nem a Paris Hilton.
Não é a repetição que me irrita, muita gente não se importa com a falta de alma e se propagam por todos os cantos, crianças pulando de dentro dos armários e tudo, tudo sem alma, mas é que é um negócio bobo isso, besta mesmo, do mesmo estilo "hoje acordei assim" e posta uma foto gay do Leonardo DiCaprio. Poste: Hoje acordei gay! E mesmo assim não vai ser algo de valia. Pra quê? Eu pergunto, pra quê?
Blog facilita muito, você pode, de fato, fazer qualquer coisa que, como profissional, não poderia publicar mais seriamente - apesar de haver conteúdo sério na Internet, que deveria estar sendo veiculado decente e legalizadamente e não nesse contrabando de muamba conhecido como blogolândia. A maioria das coisas é como um texto, uma imagem, tudo baratinho, mas encrenca depois de dois meses, joga fora - mas pensem, trabalhem, façam direitinho, mesmo que seja non-profit.
Eu não queria insultar leitores portugueses desde que eles são trinta porcento, mais ou menos, das minhas visitas e não quero ser rude com minhas visitas (e gosto muito deles, são muito mais decentes que os brasileiros) mas eu adoro provocar.
Parte deste foi colaboração do Soares Silva, já linkado uma vez, mesmo que ele, na conversa, defendia o lado das bocas royalty free (mas ele concorda comigo sobre a Paris Hilton). Soares Silva, ao contrário do que pensam, é uma pessoa muito amigável e sofre muito quando acidentalmente insulta alguém, mesmo que acidentalmente ocorra muito. Eu, não. Não muito, pelo menos.

5.6.05

Eu disse

4.6.05

Das minhas conversas com Tarantino

N: Q, você sabe que eu adoro Kill Bill, que acho maravilhoso e novo, apesar das homages, em cada pedacinho, os dois filmes, mas eu acredito que nunca fizeram um filme com uma mulher cool.
Q: Do que você está falando? Uma é the coolest em Kill Bill... E Pam Grier, em Jackie Brown? Elas são a definição de cool, ok? E apesar de serem mulheres, elas são cool, ok? Não é o fato delas serem mulheres que faz delas cool, odeio esse tipo de cinema feminista, elas simplesmente são, ok?
N: Sem dúvida. Odeio também. Mas você tem de admitir de que parte da graça delas ou, pelo menos, a razão que as fazem daquele jeito dependem de características femininas. I mean, é claro que é legal uma mulher lutar melhor que um homem, e não porque signifique algo, apenas porque é cool, mas elas lutam por causas femininas.
Q: Oh, c´mon... ok?
N: Calma, espera. Eu disse femininas e não feministas. A noiva luta, primordialmente, por sua maternidade. Jackie luta, de sua forma, pela sua velhice. Ok, eu sei que isso não é tão fácil de se ver, mas Jackie conversa com Max Cherry sobre aposentadoria e ela sabe que comissárias de idade não têm futuro e que é diferente envelhecer, sendo mulher. Max diz que estava chateado pela perda de cabelo, então, ele fez algo a respeito, mas é muito mais aceitável um homem com rugas do que uma mulher. I mean, em nenhum dos papéis, poderia haver uma adaptação que coubesse a um homem, simplesmente porque as razões que compõe as personagens mais basicamente são razões femininas.
Q: Yeah, mas isso não quer dizer que elas não sejam cool.
N: Eu sei. Eu não quis dizer isso. Eu quis dizer que não existe nenhum filme em que uma mulher possa ser trocada pelo Harvey Keitel ou Robert DeNiro ou Charles Bronson ou Clint Eastwood. Kill Bill não daria certo se a dinâmica fosse invertida, se fosse o David Carradine que sofresse um massacre e fosse se vingar da Uma Thurman.
Q: Bom, eu não quero filmar os pezinhos do David Carradine. Os pés da Uma ficaram bem feios com todo o treinamento e tal, mas you know me, eu sou pedófilo, mas eu não quero chegar perto do dedinho do David Carradine, com todo respeito ao Davie.
D: Not taken.
N (ignorando o misspelling): Mas você admite que não há uma mulher que seja cool como um homem? Porque quando um homem é cool, ele deixa de ser um homem, e é cool, e não tem sexo, e mulheres quando cool, são sempre mulheres e o gênero e o sexo sempre aparecem, certo? Budd dando um tiro nos peitos da Noiva? Todos os abusos enquanto ela estava em coma? Quando Clint Eastwood aparece, você não pode se lembrar que ele é um homem, ele é Clint Eastwood!
Q: Lady Snowblood. E Lady Snowblood? Dificilmente se lembra que ela é uma mulher. Gee, venha ver uns filmes comigo, ok?
N: I sure will (piscadela) e concordo, mas, mas, ainda existem as cenas de parto e tensão sexual e você pode ver, todo o rancor da história precisa dessa cena de parto, de novo, de coisas femininas. Nenhum pai ou homem seria motivado da mesma forma que A Noiva, ou Jackie, ou Lady Snowblood a fazerem o que fazem, elas envolvem, intrinsecamente, razões femininas.
Q vira os olhos.
N: Wait a sec, você me conhece, não estou falando de Thelma & Louise, for crissake, mas... Olha, eu conheço dúzias e dúzias de homens que sentem medo ao assistir O Bebê de Rosemary, mas let me tellyah somethin, eles não podem sentir nem mesmo um terço do medo que uma mulher pode sentir desse filme. Aliás, é por isso que é tão impressionante, porque você não acredita que um homem pode fazê-lo tão bem. Mas a questão é que nós, mulheres, sonhamos com gravidez desde os oito anos de idade e temos medo desde os oito anos de idade. Eu achava que só eu tinha pesadelos com bebês deformados ou em que eu dava a luz à criaturas e monstros, eu perguntei, então, para algumas amigas se elas sonhavam esse tipo de coisa, e elas disseram que sim! É um medo naturalmente feminino. É natural... Feminismo não é natural, não estou falando de feminismo... Devia haver um filme em que uma mulher pudesse ser cool como o Robert DeNiro em Mean Streets, ou que escrevessem um papel feminino pensando em Charles Bronson em Era Uma Vez No Oeste. É o tipo de coolness que ultrapassa sexo ou raça ou idade ou qualquer coisa... Uma é cool, independemente, mas é por ela ser mulher e mãe, o que obviamente não dispensa a primeira característica, Jackie entra no contexto da blaxploitation, so, ela é cool por ser mulher e, pardon me, por ser uma mulher negra... Deviam fazer isso com uma mulher, fazer as pessoas se esquecerem de que ela é uma mulher vencendo sua suposta vulnerabilidade ou fraqueza, o que é exatamente o oposto do que o feminismo quer... Deviam fazer isso com uma mulher...
Q: I see...
N mexe no cabelo.
Q: Ei, quer escrever uma coisa comigo?

2.6.05

O Menino Cosquinha

Sempre quis lançar mini-livros infantis, que eu mesma ilustraria, com super-heróis com super-poderes não muito úteis mas supah-dupah como, por exemplo, o Menino Cosquinha. Based on a true history, do outro lado da calçada, os meninos normais fariam assim com os dedinhos, apertando as laterais de uma barriga imaginária e o Menino Cosquinha se contorceria todo só de olhar, graças ao seu super senso de cosquinha, uma incrível e altamente aguçada percepção, capaz de captar sinais de kilômetros e kilômetros de distância, de cosquinha. E não combateria o crime, por motivos óbvios, mas combateria a professora de álgebra, de alguma forma. Isso e seu arquiinimigo, o Garoto Algodão-Doce.
Sobre máfias e crime internacional e ecológico e tráfico de drogas e políticas, estou com ele.

Gaze

O que eu tenho na cabeça? Acabei de perder Bice Waleran e Cheng Pei-Pei (enroladas num guardanapo, ficou com minha mãe, como prova de juízo) que moravam todas no fundo direito da minha boca e ainda tento dizer, babando um pouco, e com sete pontos na gengiva, supostamente, supostamente não deveria estar sangrando tanto, foi a tradução de su-ps-ment-nu-ria-angr-anto. Frankenstein que era um rapaz esperto. Fome. Amigo. Fogo. Etc. Os lacônicos que eram um povinho gente fina, like, joínha. Queria que mais pessoas fossem assim.