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Por mim, mas não pela minha obsessão - e quão estúpido pode ser ter obsessão relacionada a disposição das coisas em um blog? Muita - eu simplesmente postaria coisas sem critério algum. Por mim, teria espaço pré-determinado para as músicas, os rascunhos do meu futuro livro de bons modos, minhas fotografias de escritores nus e em poses alcoólicas e libididibinosas, e coisas de toda sorte. Nonsenseshite:
Estou pensando em cortar os dedos das minhas luvas pretas - tenho outra verde e outra vermelha - pra poder usar enquanto eu digito e poder digitar bem, coisa que não consigo muito nem mesmo sem luvas, mas tenho medo de estragar as luvas e tenho dó de estragar luvas. Tenho mais dó de luvas do que de qualquer outra coisa no mundo, muito mais do que calças ou camisetas. Se todas as Guerras do mundo e da história envolvessem a tortura e o genocídio de luvas inocentes eu choraria por toda a existência. Fora que se eu cortasse os dedos seria algo forçosamente cinematógrafo dos anos 80 - polainas são meias de pés cortados - ou Stomp e eu odeio o Stomp, you know, só porque todo mundo gosta, especialmente gerentes de marketing.
Mas não é assim que todo um blog ou mesmo um único post funciona e eu certamente não teria disposição para dividir malemolemolentemente. Egoshite, get real flix e fictionshite são os três elementos primordiais de um bom post - a ciência é a dosagem - e eu teria problemas em dividir bem e eu sempre quero dividir bem. Um get real flix:
Se, de fato, os filmes oferecessem tudo o que você quis durante a sessão - mais respostas, mais perguntas ou toques de realidade - você estaria reclamando o tempo perdido em que viu Dirty Harry dando voltas no quarteirão procurando por vaga, pelo homem fantasiado de urso logo atrás do Clint Eastwood e pelos flashbacks mostrando como a mãe de Dirty Harry o incentivava ao sobre-peso e, sim, que Dirty Harry era gordinho até uns quinze anos de idade quando apanhou dos bullies da escola e meditando dentro de um vaso sanitário resolveu fazer musculação.
Não há motivo algum para um filme realmente querer agradar você, assim como todas as outras pessoas. Se realmente precisar culpar alguém além de você mesmo pelo fracasso de um filme, porque não culpa sua imaginação? Um filme bom - porque existem, de fato, filmes ruins e no caso desses é só imaginar que nunca os viu - não acontece inteiramente na tela e precisa de mínima resposta neurológica, cardíaca ou digestiva, como todas as outras pessoas. Por que só o filme deve dar alguma coisa e por que dar alguma coisa a você? Morons.
Na maior parte do tempo, me sinto frustrada por nunca conseguir levar minhas intenções e pretensa-doenças e nerdices inteiramente à sério, geralmente, por causa de preguiça. Sou assim, muito criteriosa e muito preguiçosa, o que faz de mim mais ou menos como uma pessoa normal, por mais que eu odeie a idéia.
Não existe essa coisa de querer que um livro seja mais longo. Você pode querer saber um pouco mais dos personagens e do que aconteceu e etc, mas você estaria satisfeito com um telefonema da prima do personagem contando que ele casou e que teve dois filhos com uma ruiva que você não conhece. Por mais que um livro seja bom, você espera que ele acabe logo, vê quantas páginas e quanto tempo deve demorar - como se não sobrasse tempo - simplesmente porque é o fim e um livro bom não pode decair mais ou tirar mais tempo ou mais conta de luz quando chega ao fim.
Pensei em terminar com o blog, como pessoas bobinhas fazem, sem falar nada até porque nunca seria algo muito premeditado e é sempre bom possibilibilibitar as possibililibilidades e deixar as coisas em suspense. Ai, que frio.
Comi travessas de quindins. Bom, não travessas mas dois bons pedaços e dois brigadeiros.


