Million Dollar Kiss: 01/01/2006 - 02/01/2006
The Ego's Last Stand.

25.1.06

Eu estava pensando nessa forma de explicar porquê The Hours e filmes assim são tão ruins sem dizer nada ruim sobre mulheres com problemas hormonais e cheguei nisso:
É apelativo. Imagine que você está pra sair mas sua esposa ou esposo ou mãe ou pai, etc, não quer que você vá embora. Ele ou ela pode simplesmente deixar você ir, pedir pra você não ir ou fazer chantagem emocional, choramingar o quanto fica sozinho ou sozinha quando você vai, que ele ou ela fez seu prato preferido na semana passada, faisão com calda de chocolate, e que você nem comeu duas vezes, que você não o (a) ama mais e ele ou ela começa a atirar pratos no chão e jogar vasos nas paredes e você diz "mas esse é o vaso da minha vó", e ele ou ela diz gritando bem alto "eu não me impoooortoooo, arrrrghguiuu", com o nariz escorrendo e uma pontinha de babinha entre o lábio superior e inferior até se trancar no banheiro e dar cabeçadas no vaso sanitário por dias. Na vida real, é muito chato. De alguma forma, a maioria de nós quando senta num cinema acha isso ok, não é o vaso da vó que se quebrou, foi cenário, você diz corta e o ator ou atriz volta ao normal (assim espero) e quando o filme acaba você pode ir descansar. É claro, você não deve assistir filmes sempre pensando em realidade, isso é muito perigoso - um filme é bom quando ele é tão bem construído que você pensa nele realisticamente ou deseja que ele aconteça de verdade, andando nas ruas, fazendo compras, etc, e isso engloba (que palavra horrível) tanto filmes realistas como fantasiosos - mas é realmente isso que você quer? Virginias Woolfs gritando e sofrendo, derrubando os portas-retratos, quebrando as vasilhas, bagunçando a cozinha, aidéticos pulando das janelas de minuto em minuto, fazendo fila no quarteirão, lésbicas gritando dentro dos armários dos banheiros?

21.1.06

Lo Staniero

Deliciosa comédia romântica de 1967 com Marcello Mastroianni como Arthur Meursault e Sofia Loren como a voluptuosa árabe, Lo Staniero é um clássico do cinema italiano.
Na primeira cena, Marcello Mastroianni chora exageradamente agarrado ao corpo de uma velhinha inanimada "Il mio dio, perchè non lo avete preso anziché la mia madre?" Ela acorda assustada e bate em Marcello Mastroianni com a bengala "Siete pazzeschi? Lascilo dormire, Meursault!"
Marcello Mastroianni está brilhante como o engraçadíssimo Arthur Meursault, um solitário solteirão obcedado pela própria mãe que encontra o amor numa tarde na praia.
Meursault caminha pela praia chutando montinhos de areia após uma discussão com a mãe que quer que ele se case logo, quando avista Sofia Loren de maiô transparente e um turbantinho na cabeça. Meursault esfrega bem os olhos e joga uma jujuba no nariz de Sofia Loren para se certificar de que não era uma miragem causada pelo Sol.
O ápice do filme é a cena do tribunal em que Sofia Loren reclama ao juiz o incidente com a jujuba, usando um curativinho no nariz, encantando o juri e dizendo que podia até mesmo ter caído morta naquele mesmo momento. A mãe de Meursault, sentada logo atrás do réu, bate nele fazendo com que o juiz peça ordem e mandem removê-la da corte. "Ma era il sole," Meursault tenta se justificar.
O juiz setencia Marcello Mastroianni e Sofia Loren ao casamento depois da defesa do hábil advogado de Meursault dizendo que foi o amor que fez com que ele causasse tal agressão.
Na cena final, Sofia Loren coloca os sete filhos que teve com Meursault nos sete anos de casamento que se seguiram para dormir, se deita em sua cama e olha para Meursault que vibra de alegria mas é interrompido por sua mãe e choraminga "Mamma, perchè non andate dormire?".

19.1.06

Freddy vs. Jason

Achei interessante expor minha leitura diária de ultimamente como motivo do porquê eu não posto mais como antigamente, tanto em frequência como em, hm, tema:

http://gofugyourself.typepad.com/
http://www.thesuperficial.com/
http://www.idontlikeyouinthatway.com/

America´s Next Top Model é muito bom, o reality show mais bem produzido e editado que lembro de ter visto. Fiquei impressionada com a Tyra Banks.
Project Runway é tão ruinzinho, a Heidi Klum é tão tosquinha, ela nunca sabe o que falar para os competidores e precisa fazer narração em off toda hora durante closes desnecessários, mas adoro.
Tyra Banks vs. Heidi Klum, como Camus vs. Sartre, como Truffaut vs. Godard, é isso que tenho como símbolo eterno de manequeísmo; Tyra Banks vs. Heidi Klum.

16.1.06

Uma vez, eu perguntei onde estavam os nuggets para quatro funcionários do Pão de Açúcar e nenhum deles sabiam do que eu estava falando, Twilight Zone.

Eu estava fazendo minha caminhada diária quando vi uma fila gigantesca no Pão de Açúcar local. "Estão contratando," pensei. Minha mãe me informou que o Pão de Açúcar paga muito bem além de todos os benefícios.
Uma menina estava chorando sentada num carro com a porta aberta, do outro lado da linha. "Mas o que acontece? Ela não foi contratada? Eles são assim seletivos o pessoal do Pão de Açúcar?" Tão seletivos e pagam tão bem que eu mesma pensei em ir trabalhar no Pão de Açúcar.
Uma provável manicure, do outro lado, ficava olhando, pensando, a sua maneira, "wtf?". Haviam muitos jovens com roupas caras, não necessariamente bem-vestidos, mas com cara de quem troca o ipod mensalmente. Não podia ser uma classe trabalhadora, eles não se parecem com as pessoas que geralmente me atendem no Pão de Açúcar. Talvez seja um cargo executivo. Não sei.
Talvez seja o show do U2 (o que um Pão de Açúcar tem a ver com uma banda irlandesa, hm, eu não posso nem imaginar).
Passando ao lado da fila, morri de medo de ser confundida com um integrante dela, que alguém conhecido me visse por lá e em um momento de completa insanidade me imaginasse de fato lá.
Eu ouvi rumores de que o Franz Ferdinand seria a banda de abertura do show (por favor, não me informem corretamente, não quero saber) - eu teria de ver U2 pra ver Franz Ferdinand? Totalmente não bom o suficiente.
É o tipo de pensamento, na verdade, que coloca toda uma banda em perspectiva; Você veria o show do U2 para poder ver, não sei, qual o próximo Franz Ferdinand do momento, praticamente um The Strokes? E por que, por que, Franz Ferdinand se misturaria com o U2? Bom, certamente revela algo sobre eles.
E por que, por que, aquele-que-não-mencionamos-o-nome canta uno dos tres catorce? Não respondam, não respondam.

10.1.06

Leia antes de entrar na casa

Existe uma ante-ante-sala, onde Borges, o mordomo recolhe os casacos com um desdém especial e diariamente treinado, usando o polegar e o dedo indicador apenas e fracamente, o mais longe do próprio corpo (eu sempre insisto nesse tópico).
Na ante-sala, fica Ed, minha secretária, atendendo telefones, comendo pipoca e marcando compromissos falsos numa agenda falsa para visitantes verem acidentalmente. "Chá com a neta de Grace Kelly 5:00 PM, piscina do 3o. andar"
Ed é uma herdeira do ramo da tecnologia, algo com design de tocadores de música extremamente compactos, não precisa do meu dinheiro de forma alguma, tem sua própria secretária em sua própria mansão e trabalha comigo pelo prazer. A conheci numa rave sem sucesso em Calcutá.
Todos ouvem sobre a decoração art-déco da minha sala de estar, mas ninguém a vê no primeiro ou terceiro encontro, Ed provavelmente deve encaminhá-lo ao jardim ou a biblioteca, se estiver nublado. Não lute contra essa norma, eu não posso criar um precedente.
Eu sugiro que não fale mal de mim em minha própria casa, porque é rude e registrado também. Eu tenho câmeras, microfones, etc. de potência extrema, capazes de captar um sussurro.

O jardim

Eu não sei os nomes das árvores ou das flores, mas tenho certeza de que vai gostar. Eu tenho uma equipe de paisagistas tropicais.
Eu não recomendo que entre no labirinto sem que eu lhe forneçam um mapa oficial e lanche para o percurso.

A biblioteca

Borges é encarregado de toda a arrumação. Temos uma seleção incrível de livros, manuscritos, transcritos e pufes deliciosos. Considere-se livre para apreciá-la enquanto eu não chegar.


Eu acho terrivelmente rude se atrasar para encontros. Quando você chegar, eu provavelmente vou estar já vestida, maquiada e psicologicamente pronta, mas devo me dirigir ao aposento de escolha com alguma demora, dada minhas condições médicas e disposição geográfica da casa.
Não tenho a intenção de aborrecer nenhum de meus convidados, nem mesmo você, que sofrem com a minha ausência, mas eu devo tentar entretê-los com ajuda extra dos outros moradores dessa casa.
Existem outras 42 pessoas morando nessa casa, contando com Ed e Borges que você já deve conhecer, além de mim. Algumas pessoas simplesmente não atendem a eventos sociais, muitos não são vistos nas áreas comuns durante longos espaços de tempo.
Entre os nossos tipos mais extrovertidos, temos Omarjeet, sua esposa Ila e as crianças, Vinaya, 13, Kshama, 8, Mahabala, 6.
(Omarjeet me fornece estudos hindus e é uma pessoa adorável assim como sua família. Kshama masca chiclete com a boca aberta desde que descobrimos que ela possui as menores orelhas do mundo. Estranhamente, ela não gosta do próprio recorde. Não se ofenda com suas maneiras.)


Nosso encontro se aproxima.

Abraços,

Você Sabe Quem

P.S.: Eu tomaria cuidado com os hóspedes e funcionários italianos até que minha presença esteja garantida no aposento de escolha. Não permita que Charlie Sinigaglia permaneça sem acompanhante além de você. Eu explico depois.

8.1.06

Sério

MAX:
Yeah, how 'bout that? Then you'll do it?
ROGER:
Do it? Of course not.
The theatre's so obsessed
With dramas so depressed
It's hard to sell a ticket on Broadway
Shows should be more pretty
Shows should be more witty
Shows should be more...
What's the word?
LEO:
Gay?
ROGER:
Exactly!
No matter what you do on the stage
Keep it light, keep it bright, keep it gay!
Whether it's murder, mayhem or rage
Don't complain, it's a pain
Keep it gay!
CARMEN:
People want laughter when they see a show
The last thing they're after's a litany of woe
ROGER & CARMEN:
A happy ending will pep up your play...
ROGER:
Oedipus won't bomb...
CARMEN:
If he winds up with Mom!
Keep it gay!
ROGER:
Keep it gay...
ROGER & CARMEN:
Keep it gay!

5.1.06

Eu realmente estou cansada de inventar títulos

"I believe I essentially remain what I´ve always been - a narrator, but one with extremely pressing personal needs. I want to introduce, I want to describe, I want to distribute mementos, amulets, I want to break out my wallet and pass around snapshots, I want to follow my nose. In this mood, I don´t dare go anywhere near the short-story form. It eats up fat little undetached writers like me whole."
Seymour - An introduction, J. D. Salinger

Primeiro, ninguém - e por ninguém, digo, 40% das pessoas - lê as passagens alheias publicadas por misteriosas razões, sem saber que é esta justamente a razão, por isso, resolvi comentar a passagem hoje escolhida. Segundo, minha primeira, embora seja segundo, impressão que tive ao ler isto foi de que esta era a clara distinção entre um blogueiro e um escritor, sem querer desmerecer nenhum deles, não desta vez.
Um bom escritor é capaz de se separar totalmente do que escreve, blogueiros precisam dar a opinião pessoal. Imagine The Dreamers, do Bertolucci, é um bom filme sobre adolescentes estúpidos (é o que eles fazem, ser estúpidos). De um ponto de vista de escritor, é um bom filme, boa história, boas imagens. Do ponto de vista de um blogueiro, é horrível porque você não se identifica com os personagens (ou se identifica e gosta por isso).
Me atrapalhei falando de filmes quando queria mesmo é falar de livros, mas a questão é que blogueiros sentem uma necessidade maior, ao meu ver, de espalhar as 3x4 de seja lá o quê fazem e narram. Não digo que escritores não amam o que ou quem fazem mas, gee, deve ser uma paixão mais discreta e/ou momentânea, sem tantos comentários pessoais.
Eu tentava escrever essas histórias sobre crianças e modelos e eu não posso colocar os meus comentários nos personagens principais, a linguagem precisa ser simples, eles tem de ter as opiniões deles, eles não podem odiar os mesmos filmes, as mesmas músicas que eu, e é quase impossível pra mim.
Salinger é um bom escritor porque eu não consigo vê-lo muito nos livros dele. Holden Caulfield fala simplesmente, tem suas próprias expressões, toda a família Glass é diferente, até Bessie, a mãe, é incrivelmente real. Que auto-controle. Ou que grande amor por todos eles.

3.1.06

Querido X, querida Y e Z em geral,

Eu estou escrevendo para que você possa ler no seu tempo livre, durante tédio, tristeza ou alegria, mais importante, eu estou escrevendo para que você possa ler somente. Eu quero contar que sou absolutamente apaixonada por banheiros. Desde criança. Eu nem mesmo tinha vontade de ir ao banheiro, eu sempre pedia para ir ao banheiro de todos os lugares. São como mini-alminhas de uma casa, de um restaurante e etc e que bom, X, Y e adorável Z, quando eram bem-decorados e confortáveis e bonitos, que mini-felicidade mais agradável e honesta.
Da minha última mudança, o mais importante era o banheiro. O jogo de toalhas, a arrumação das emabalagens na pia, minha pia de mármore tão lindamente manchada de esmalte cor-de-rosa para todo o sempre. As empregadas nunca respeitaram a ordem dos perfumes altos e magros no fundo e dos perfumes baixos e gordinhos na frente, sempre guardavam as escovas de cabelo no armário quando as queria na bancada. Dias e dias, arrumando os vidros e a maquiagem e os cremes de novo.
Eu fui a um restaurante japonês muito fofo, absurdamente perto de casa, com empregados não-japoneses - o que perdoei sem dificuldade depois de provar meu teppan com legumes e arroz gohan. Minha amiga de colégio (feliz aniversário se me lê entre X, Y e Z) disse que o banheiro era uma graça e eu, mesmo tão cheia de ban chá - uma chaleirinha mágica, fonte inesgotável de chá verde sem açúcar algum - não fui vê-lo, negando, ó, X, Y, Z e amiga de colégio, minha constituição mais básica; a paixão por banheiros.
Meu banheiro agora é uma desordem, cotonetes por todos os lados, como se houvesse uma guerra em minha própria pia, embalagens vazias, lenços umedecidos há muito tempo secos, duas escovas de dentes, uma muito usada e uma muito pouco usada, cabendo perfeitamente no furinho do hack-de-escovas-de-dentes ou seja lá qual nome. Sem falar nos itens tão fora de lugar, nas almofadas de algodão e na pinça de sobrancelhas perto do monitor do computador, lixas e alicates lá pela televisão. Um horror, um horror, e temo não poder fazer nada.
X, Y, Z e quaisquer outras letras, eu nunca fui tão honesta; Eu tento, tanto, respeitar minha constituição mais básica, a que me define desde tanto tempo por razões tão desconhecidas (por que eu não fui gostar de cozinhas?) e, por algum motivo, não consigo ser eu mesma, ou honesta ou espontânea, ou tão graciosa como eu finjo ser e logo sou.
Desde criança, eu tenho esta visão de Jesus, casado, com um casal de filhos, um menino, uma menina, um deles louro, todos de olhos azuis, ou verdes, como se nunca houvesse cruz mas com toda a glória de como se tivesse havido uma, até me corrigirem historicamente. Hoje, considero um erro por parte dos meus pais, corrigir algo assim da forma que todos vocês sabem, mas não importa. Falar de Jesus, em geral, pra poder falar de qualquer outra coisa, é muito bobo, vocês sabem, X, Y e Z, mas é algo que está na minha constituição mais básica e, provavelmente, na de vocês também.
Quando eu lia aquelas cartas de Van Gogh para o irmão dele, eu pouco me importava com o que ele dizia de substancial sobre a arte dele (como um bom estudante de arte e charlatão faria) mas sim o que ele falava sobre coisas normais, como as roupas baratas que ele usava, possivelmente a própria razão que o tornou tão irremediavelmente insano.
Eu me pergunto se Jesus gostava ou conversava de algo como roupas ou banheiros, provavelmente não porque seria "muito materialista", na versão mais estúpida de "materialismo", mas eu gostaria que fossem cachorros, se houvessem cachorros por lá. Seria muito franciscano, tho (e eu sei, eu sei que isso é uma visão tão errônea quanto a mais primeira).
Em meu coração, São Francisco de Assis era louco mesmo por papelarias.
Acabei de adicionar uma esponja cor-de-rosa ao meu banheiro que seria facilmente usada como um adereço para a linda cabeça de Clara Bow, como um presente a minha alminha tão perturbada do meu banheiro tão infelizmente bagunçado, tão desmerecido e humilhado, porém verdadeira paixão e companheira eterna.
Eu estou tentando, eu realmente estou.
X, Y, Z e todas suas respectivas, olá.

2.1.06

A Família Inconveniente

O que pode vir dos feriados familiares? Há tanto tempo, eu pensava e pensava e pensava, o que posso escrever agora, criativamente, quero dizer? Eu não podia pensar com minha mãe comparando o sucesso dos filhos, as tias comentando meu corte de cabelo (que teve sucesso) e avaliando as plásticas da família - pasmem, tenho uma tia-avó viciada em cirurgia plástica, mas estou me desviando. O que pode vir dos feriados familiares?
Eu, há muito tempo, pensei nessa heroína chamada A Mulher Inconveniente, ela fala sobre, sei lá, fezes durante o jantar, relembra a morte de alguém querido em uma sessão de auto-ajuda para deprimidos, esse tipo de coisa. Não achei bom o bastante, achei que precisava ir além e pensei, é claro, n´A Família Inconveniente, um pai, uma mãe e um lindo casal de crianças, talvez um bebê, lutando pelo desconforto geral, largamente baseados nos meus vizinhos.
Eu tenho esse problema de sono desde criança. Era chamado de Cartoon Network, agora, HBO, às vezes, Cinemax, muitas vezes, America´s Next Top Model. Justamente, quando o sono me atingiu, logo depois da Tatiana ser eliminada - que carinha mais triste, eu realmente fiquei com dó por causa daquele movimento com o ombro, você já viu qual movimento é esse, de pessoas com ombros tristes porém sorridentes - os filhos super inconvenientes foram brincar na varanda deles que é justamente do lado da fina janela do meu quarto e depois, torturam o cachorro deles, que chorava e chorava e quase me fez interfonar pela décima quarta vez.
A razão porque eles são super-heróis e não super-vilões me desconhece. Queria muito conhecer e dizer "hullo" com um monóculo invisível durante minha imitação de você-sabe-quem. Eu, geralmente, faço de tudo para deixar alguém confortável, permito que tirem os calçados, coloquem as pernas nos pufes, claro, com alguma seleção de pernas, mas isso não faz de mim uma heroína. Talvez seja isso, pra ser especial, você precisa fazer o que eu não faço ou o que a maioria das pessoas boas não fazem, mas continua não sendo uma boa explicação. Nada de "hullo", ah-ah.