Eu estava pensando nessa forma de explicar porquê The Hours e filmes assim são tão ruins sem dizer nada ruim sobre mulheres com problemas hormonais e cheguei nisso:
É apelativo. Imagine que você está pra sair mas sua esposa ou esposo ou mãe ou pai, etc, não quer que você vá embora. Ele ou ela pode simplesmente deixar você ir, pedir pra você não ir ou fazer chantagem emocional, choramingar o quanto fica sozinho ou sozinha quando você vai, que ele ou ela fez seu prato preferido na semana passada, faisão com calda de chocolate, e que você nem comeu duas vezes, que você não o (a) ama mais e ele ou ela começa a atirar pratos no chão e jogar vasos nas paredes e você diz "mas esse é o vaso da minha vó", e ele ou ela diz gritando bem alto "eu não me impoooortoooo, arrrrghguiuu", com o nariz escorrendo e uma pontinha de babinha entre o lábio superior e inferior até se trancar no banheiro e dar cabeçadas no vaso sanitário por dias. Na vida real, é muito chato. De alguma forma, a maioria de nós quando senta num cinema acha isso ok, não é o vaso da vó que se quebrou, foi cenário, você diz corta e o ator ou atriz volta ao normal (assim espero) e quando o filme acaba você pode ir descansar. É claro, você não deve assistir filmes sempre pensando em realidade, isso é muito perigoso - um filme é bom quando ele é tão bem construído que você pensa nele realisticamente ou deseja que ele aconteça de verdade, andando nas ruas, fazendo compras, etc, e isso engloba (que palavra horrível) tanto filmes realistas como fantasiosos - mas é realmente isso que você quer? Virginias Woolfs gritando e sofrendo, derrubando os portas-retratos, quebrando as vasilhas, bagunçando a cozinha, aidéticos pulando das janelas de minuto em minuto, fazendo fila no quarteirão, lésbicas gritando dentro dos armários dos banheiros?
É apelativo. Imagine que você está pra sair mas sua esposa ou esposo ou mãe ou pai, etc, não quer que você vá embora. Ele ou ela pode simplesmente deixar você ir, pedir pra você não ir ou fazer chantagem emocional, choramingar o quanto fica sozinho ou sozinha quando você vai, que ele ou ela fez seu prato preferido na semana passada, faisão com calda de chocolate, e que você nem comeu duas vezes, que você não o (a) ama mais e ele ou ela começa a atirar pratos no chão e jogar vasos nas paredes e você diz "mas esse é o vaso da minha vó", e ele ou ela diz gritando bem alto "eu não me impoooortoooo, arrrrghguiuu", com o nariz escorrendo e uma pontinha de babinha entre o lábio superior e inferior até se trancar no banheiro e dar cabeçadas no vaso sanitário por dias. Na vida real, é muito chato. De alguma forma, a maioria de nós quando senta num cinema acha isso ok, não é o vaso da vó que se quebrou, foi cenário, você diz corta e o ator ou atriz volta ao normal (assim espero) e quando o filme acaba você pode ir descansar. É claro, você não deve assistir filmes sempre pensando em realidade, isso é muito perigoso - um filme é bom quando ele é tão bem construído que você pensa nele realisticamente ou deseja que ele aconteça de verdade, andando nas ruas, fazendo compras, etc, e isso engloba (que palavra horrível) tanto filmes realistas como fantasiosos - mas é realmente isso que você quer? Virginias Woolfs gritando e sofrendo, derrubando os portas-retratos, quebrando as vasilhas, bagunçando a cozinha, aidéticos pulando das janelas de minuto em minuto, fazendo fila no quarteirão, lésbicas gritando dentro dos armários dos banheiros?
