Million Dollar Kiss: 05/01/2006 - 06/01/2006
The Ego's Last Stand.

31.5.06

Away

Antes eu não entendia porque Project Runway começava tão tarde, agora, Deus o abençoe. Fui contratada, mais ou menos. Odeio falar objetivamente sobre o que acontece na minha vida, prefiro muito mais fazer alguma espécie de comentário levemente - ando escrevendo muita coisa com "mente" - fictício, do tipo; Quando me disseram que o emprego era meu, fiquei tomada de terror. Minha boca sorria, mas meus olhos gritavam, gritavam! E aí apareceu um submarino amarelo que me puxou da sala usando uma bengala (isso funcionaria na vida real?) e lá pude entrevistar George Harrison sobre seu envolvimento com o Monty Python. "I just liked the name," ele disse, "Monnn-ty Pyyy-THON, Pyyy-thon, py-thon, py.. Pie! Uh, I wish I had a pie". Não que um emprego - que não devo assumir tão brevemente, só devo ir pra lá no mês que vem, complicações, longa história, PIE! - não seja bem-vindo, mas eu simplesmente sinto terror ao ouvir "passa aqui essa semana pra conhecer o pessoal". E todos os programas que vou perder na tevê. Oh. Project Runway, às 22h, te amo, sinto saudades, volta logo, não te vejo desde quinta passada, minto, desde domingo, numa reprise. Ainda bem que American Idol já está acabando e Lost, hm, não sei se alcanço, mas a segunda temporada está uma porcaria de qualquer forma. Foi só os autores começarem a pensar numa explicação racional para a coisa toda e pararem de jogar as coisas aleatoriamente - que tal um urso polar? proponho um urso polar! - que tudo ficou horrível e chato e tudo tem motivo e toda cena é importante e blablabla. Sucked the fun out of it. Nessa altura, não ligo pro Walt. Morra, Walt. Tenha combustão espontânea - não sei porquê, estou o dia todo com combustão espontânea na cabeça. Oh, man, I´m gonna be RECTANGLE.

*

Simplesmente não consigo cantar She até o final.

She may be the beauty or the blibliblablublabliblabli blabliblabliblabla blablabla...

29.5.06

Presente pra M.L.


Wallpaper, pega.


Dois anos de M.L. Bodas de Uma Thurman, se queres saber do meu sistema de bodas. Um ano, Scarlett Johansson. Dois anos, Uma Thurman =)

23.5.06

Madonna lê para fãs

A imprensa ficou escandalizada com um número apresentado no show de Madonna, em sua mais recente turnê. Segundo declarações, Madonna teria caminhando até o centro do palco, usando cabelo preso, óculos e um tailleur azul com risca de giz, sentou-se numa cadeira de madeira iluminada por uma única luz e começou a ler para a platéia.
"Eu vou ler Right Ho Jeeves, de P.G. Wodehouse" Madonna disse, ao abrir o livro. Todos gritaram, aplaudiram e, com os óculos na ponta do nariz, ela encarou os fãs, "Não, sério, eu vou ler Right Ho Jeeves, de P.G. Wodehouse", "´Jeeves,' I said, 'may I speak frankly?', 'Certainly, sir.', 'What I have to say may wound you.', 'Not at all, sir.', 'Well, then -'"...
Por uma hora e meia, Madonna teria lido o livro todo, com breves intervalos para tomar o remédio da pressão - "é para a pressão", ela avisou - e goles de água. Ao encerrar o show, sem nenhuma dança ou roupa elaborada, Madonna disse "Espero que tenham gostado." e abandonou o palco em completo silêncio, andando um pouco devagar, segurando os quadris, deixando público e fotógrafos chocados, estupefatos.

22.5.06

Meu chi perturbado

Bateram no meu carro, de leve, sem estragos, mas pertubaram todo o meu chi. Não vi a cara do sujeito e agora vou passar o resto da vida odiando um rosto genérico - seria caolho? orelhudo? usava combover? não sei. Dirigi de volta, há pouco, espremendo os lábios de ódio, formando um coraçãozinho. O mínimo que uma pessoa pode fazer, ao fazer algo errado, é deixar uma foto, para que todo ódio seja corretamente direcionado e que não fique assim, em massa.
O bom de encontrar certas pessoas todos os dias é poder dirigir todo o ódio que a humanidade toda carregaria, que os travesseiros e paredes alcochoadas carregariam, para uma única pessoa. Odiar um nariz específico, uma cara de sonsa específica, é o bom da rotina, o ódio em plena capacidade.
Em teoria, ao identificar a razão de uma neurose, a neurose se cura, apesar da razão continuar ali, falando "dã". Quando vejo aquela, aquele, todos os dias, e os odeio com todos os meus poros limpos, a humanidade é perdoada - eu te perdôo! Eu já não preciso odiar todo mundo, eu odeio você e você e você e cada contorninho do seu rosto, corpo e alma e é tudo, tudo, tudo que preciso.
Odiar em massa, apesar de divertido, é exaustivo e imagine a quantidade de diferentes narizes que se há por aí para odiar, quantos caolhos, quantos tipos de peruca.

21.5.06

Voltou

Que bom. A cobertura (negativa) que eles tão dando pro Da Vinci Code é quase maníaca, mas you go, boys. Se eu tivesse tempo e paciência, faria o mesmo. O melhor post deles é do último primeiro de abril, bastante verossímil, like, scary verossímil.

17.5.06

Preguiça, não quero editar

Em L´Amour en Fuite, quando Jean Pierre Léaud se despede de seu filho na estação de trem, ele ordena que o filho estude bastante para se tornar um grande músico. O garoto, enquanto o trem já está partindo, pergunta o que aconteceria se ele não estudasse muito e Jean Pierre Léaud responde que ele se tornaria um crítico de música. Lester Bangs, quando perguntando se ele também não era um músico frustrado, respondeu que todos são músicos frustrados - mas nem por isso todos são críticos. No último America´s Next Top Model, eliminaram uma garota que não sabia avaliar as fotografias das outras modelos. Ela só dizia "está ok pra mim", "bonita" e etc, enquanto as outras sugeriam melhores poses e iluminação. Não que um crítico não possa simplesmente dizer "bonito", mas é meio que essencial falar mal da maioria das coisas, porque a maioria das coisas têm motivos para serem faladas mal e só críticos conseguem ver, sim, como heterossexuais e Katie Holmes, só heterossexuais conseguem ver graça na Katie Holmes. Eu estou parcialmente feliz com o fracasso de Da Vinci Code em Cannes, vaiado e tudo, e não por sua abordagem corajosa de um tema difícil, mas por ser ruim mesmo, risível. Não que eu achasse que fosse ser ótimo, eu continuaria a odiar de qualquer forma, porque é vil, adaptações de best-sellers são vis e sujas como a Paris Hilton. Mas, sabe, vai ser o maior sucesso com os taxistas do ponto perto daqui de casa. Pior que um filme ruim que é aclamado pela maioria da crítica e se dá relativamente bem na bilheteria, é um filme que foi recebido terrivelmente pela crítica e se dá bem na bilheteria. Eu realmente não acho que as economias de Hollywood sejam um assunto assim tão interessante, mas tudo que leio no Libertas (blog americano cujo endereço, hoje, parece estar fora do ar) é sobre como as bilheterias têm fracassado ultimamente. Que Mission Impossible 3 tem sido um desastre (well, olha como o Tom Cruise enlouqueceu, se lançassem o episódio do South Park em que o Tom Cruise não quer sair do armário nos cinemas, com certeza, venceria Mission Impossible) que King Kong foi uma gafe, etc. Os últimos filmes que realmente apresentaram sucesso foram Narnia e The Incredibles (que tem sustentado o estúdio até hoje por causa dos dvds, dos brinquedos e tudo e god bless you, The Incredibles, sucesso de crítica, de público e de Nico). Mas essas coisas nunca refletem muito no mercado do Brasil. Geralmente, é bem o contrário, e tudo por culpa dos taxistas que têm ponto perto da minha casa. Uma vez, num longo trajeto do aeroporto até minha casa, ouvi desse homem como Kill Bill era ruim e eu não sabia se eu ria ou se batia nele como minha própria bitch. Um dos motivos para odiar pessoas que não são críticas, além do mau-gosto em tudo que fazem, até se vestir e comer, é que elas não sabem explicar nada, elas não sabem te convencer de nada, francamente, não sei como estão vivos, como chegaram tão longe. Se não me engano, ele achou o sangue todo muito falso, muito onde já se viu? e até parece!, e o final aberto. Sim, acho que era isso. Quer dizer, ele não disse "final aberto", ele disse "e num dá em nada" ou "e num acaba" ou "e você fica...", algum desses. Pessoas que não são críticas realmente não se dão bem com palavras e eu não consigo pensar como essa gente faz pedidos em restaurantes, "me vê aquele coisinho com um pouquinho daquele treco em cima", e provavelmente, é algo nojento, como mergulhar pão no café, que coisa mais anti-natural, que aberração! Por isso, estou preocupada com a chegada de Da Vinci Code no Brasil, por "contesta assim né, a igreja" e eu querendo demonstrar sono e dando cabeças na janela, mas muito nervosa pra conseguir atuar apropriadamente, resultando em alguma dor. Recentemente, mostrei um filme japonês dos anos 60 para uma amiga, kabuki feito lindamente com baixo orçamento e oh, que dor, "a luz acende e tudo fica escuro ao redor dele, do nada, como assim?" - na verdade, eu formulei essa frase, demorou uns quinze segundos até eu entender do que ela estava falando, mas quinze segundos porque eu sou realmente boa em entender o que as pessoas estão tentando... Você chega a pensar que jamais teria amizade com alguém assim, mas no mundo real, digo, quando se esforça para estar nesse mundo real, você acaba fazendo essas concessões e você tenta não gritar com ela em nome de uma sobrevivência com muitos sucos gástricos, que já é algo um pouco melhor, eu quero acreditar, que ficar em casa. Eu estou sendo muito maldosa com alguém que é minha amiga, isso é também muito característico de crítico, você não pode evitar ser maldoso, pelo menos, eu não sou Da Vinci Code. Ela é maravilhosa, mas meu Deus, não fale sobre coisas maravilhosas. Mas pagamos pelos nossos pecados, qualquer crítico passaria meses antes de dormir com qualquer uma que acha The O.C. sensacional (sério, não existem coisas boas cujo título são siglas, pense nisso) e qualquer rotina, ir ao super-mercado, etc, é muito muito difícil. Penso agora que meu exemplo da Katie Holmes não foi bom porque, obviamente, os heterossexuais estão vendo algo que não existe lá, eles vêem, não sei, a Joey, o cabelo, o sorriso e não conseguem ver aqueles olhos caídos, aquela cabeça de formato terrivelmente estranho, aquela falta de boca e uma falta geral de qualquer coisa graciosa. Críticos vêem algo que está ali mas que ninguém mais vê ou sabe articular, como a maravilhosa fábula da roupa do rei que só pessoas inteligentes poderiam ver, só que ao contrário, só pessoas burras conseguem ver a roupa - que não conseguem descrever, porque são burros - e apenas uma criança, oh, eu choro, vê que o rei está pelado e que tem uma disposição de pêlos muito esquisita, sério, tufos espalhados ao acaso, sem nenhuma métrica ou cuidado, olhe só. Sempre que me chamo de crítica, rio mentalmente como um nerd sendo apalpado, porque ser crítico significa coisas maravilhosas, que tem suas consequências, mas coisas maravilhosas e tão ou mais honrável do que ser escritor, diretor e, com certeza, músico, e qualquer pessoa que possa dizer que até ser crítico - porque, na cultura geral, ser crítico é uma falha - é demais pra mim, eu só aponto meia dúzia de resenhas, especialmente brasileiras, e pronto.

15.5.06

Bogie Woogie

Hoje é aniversário de morte do Humphrey Bogart? Porque é tudo que vejo quando ligo a tevê, Humphrey Bogart, Humphrey Bogart, Humphrey Bogart.

14.5.06

Cine-asia

A crítica é equivocada na maioria das vezes. O autor parece não entender a cultura asiática e constantemene chama de "clichê" coisas que simplesmente fazem parte de uma mitologia, de uma tradição deles, seja uma tradição antiga ou uma tradição moderna. Se faço um filme, digamos, sobre a loura do banheiro (provavelmente, usando colete) não estou tratando de um clichê, mas de uma (ugh) celebração da nossa cultura popular - eu nunca faria isso porque nossa cultura popular é um cocô, mas o Japão é terrivelmente interessante. Já no remake de Dark Water, as pessoas falavam, "outro filme de menina com cabelo longo e preto? Puh-lease!", mas um dos contos antigos reunidos em Kwaidan (livro e filme) se chama justamente Cabelo Negro, talvez porque deve ser muito esquisito viver numa ilha (por isso, a água é tão constante nos filmes) cercados de pessoas com cabelos negros. É coisa deles. Aliás, parece que o autor nem gosta do Japão, o que deixa o blog meio que sem propósito. Ele não entende que as sequências incasáveis não são apenas influências de Hollywood para faturar um extra, o que até é verdade, mas que tudo, absolutamente tudo no Japão é reproduzido em massa e à exaustão (quase todo filme de terror ganha umas cinco sequências, mini-série, mangá, anime, bonecos) porque eles são assim, eles cultuam "febres". É como não gostar de filme noir porque "tem muito gangster", ou não gostar de western porque "tem muita violência". Mas, mas, mas, ele assiste muito mas muito mais filmes do que eu e nem sempre erra, .

*

Acho terrível, terrível!, pessoas que não admitem "finais abertos", quando nem tudo é resolvido ou deixado claro. Uma das muitas razões que tive pra odiar Batman Begins foi a de que tentaram responder qualquer dúvida que pudesse surgir, qualquer uma. Por que existe toda aquela estrutura embaixo da mansão Wayne? Porque o bisavô ajudava, não me lembro, negros fugirem em mil novecentos e bolinha. Por que tem tanto psicopata em Gotham? Porque houve uma fuga do manicômio Tal, às 23h do dia 17 e blablabla.. Matou qualquer interesse meu por uma sequência, que já era pouco. Esse tipo de didatismo, além de falso (e conseguir falsidade num filme fantástico onde praticamente tudo é aceito, é realmente um grande feito) é chato, terrivelmente chato. Eu não quero que o filme me dê tudo, eu quero algo pra minha imaginação (que pode ser muito mais segura), 50/50, ou, pelo menos, 60/40 e daí pra baixo. Um filme que se entregue todo é barato e doente. Quero ficar com o filme por um tempo, pedindo pra virar pra lá, pra cá, pra abrir a boca, vistoriar as orelhas, apalpar as glândulas. Assim que os filmes do David Lynch (que não gosto) são explicados eles perdem a graça, você diz aahhh e acabou, você nunca mais vai precisar pensar neles. Assim que Lost for explicado, você não vai querer ver a série. Aliás, um dos problemas do casamento (que gosto) é este, uma vez que todas as pintinhas e curvinhas são catalogadas, perde-se o interesse, o bom é que demora até catalogar todas as pintinhas e curvinhas. Meus pais não gostaram de Broken Flowers porque o final é inconclusivo, mas acho que era sono. Old folks..

10.5.06

Little Crissy

Enquanto eu estava, literalmente, num salão de beleza - porque eu sou, metaforicamente, uma manicure - na bagunça das palavras das mulheres ouvi duas, apenas duas, frases exatamente, provavelmente não da mesma pessoa, que eram, "quer algo mais da vida?" e "uma rosquinha doce!".
Sim, só isso.

8.5.06

Don´t ever use color with black

Sou contra um tipo de extroversão, digo, quase todos os tipos de extroversão, mas um em especial. A gorda de verde-limão. Esse tipo. No estacionamento, hoje, esperando o carro chegar, lá vem a gorda da verde-limão, da porta até o balcão, falando alto, "não vou sair, não vou sair, não vou sair, só vou colocar a mochila/bolsa/sacola/dildo de Fulaninha no porta-malas e já volto já", e a atendente da garagem sorri amarelo, contrastando terrivelmente com o verde-limão e o preto. Quem usa verde-limão e preto? A gorda. Preto, porque é gorda, verde-limão, porque é safada e criativa e amigona. Ela obviamente nunca viu What Not To Wear. Nunca ter assistido What Not To Wear já é motivo suficiente pra eu odiar uma pessoa. Gorda de verde-limão que vi por uns três segundos, você não é gente. Você usa verde-limão. Com preto. E fala alto. E fala com a atendente da garagem como se ela fosse.. Não sei. Outra gorda criativa e amigona. De laranja. E preto. (Já está provado que toda gorda é safada) Vi uma loura de colete também. Porque coletes voltaram, vão ser tudo-tudo neste outono/inverno. Loura de colete, você não é gente também. Nenhuma de vocês são dignas. Mando vibrações de lepra intelectual pra vocês, louras de colete e gordas fosforescentes em geral. Pras que usam boleros e botas por cima das calças, mando-lhes câncer, que percam as tetas das suas almas podrezinhas como as bananas da minha cozinha cheias de mosquitinhos de ódio ao redor. Odeio vocês. Fala baixo. Tira esse colete. Num vem com intimidade. Que intimidade é essa? Usando verde-limão assim? Quem é você?

*

Aprendi a importância da mídia hoje. Quando os zumbis atacarem, eles vão deter as listas de abrigos e as informações de como se exterminam os zumbis e os programas de transformação e Curb Your Enthusiasm.

7.5.06

Eu tenho essa aura ao meu redor

Dando uma olhada nos arquivos, reparei que fiz um ano de blog e quero me parabenizar. Reli alguns textos e, meu Deus, como sou boa. Caí da cadeira de tão boa. Eu deveria cobrar pelo que faço. Se sinta presenteado, leitor, e que presente divino, como sou graciosa e inteligente. Pensando bem, acho que eu merecia um evangelho, sinceramente. Agora, todo mundo têm evangelho. Quero um evangelho de Nico e uma matéria na Super Interessante, que nunca, absolutamente, vi alguém comprar ou ler. Como nunca me viram também, mas, claro, já sabem pela forma maravilhosa com a que escrevo, sou linda. Por isso, parabéns pra mim e a todos vocês que são abençoados com minha presença mesmo que inconstante mas cheia de belezinhas temáticas, formais, estéticas e, claro, espirituais. Toco-lhes, num gesto único, único!, nas pontinhas de seus narizes com a pontinha do meu dedinho indicador da minha alminha rosadinha e flutuante e onipresente e onisciente, que distribui amor, bondade e calorzinho por todos seus corpinhos de leitores e comentaristas mais ou menos dignos, além da cura do frizz. Ah, que júbilo!

6.5.06

Gatinhos


"Gatinhos, não!"

François Truffaut escreveu um texto todo sobre gatinhos para Cathiers du Cinéma. Grande parte de suas conversas com Hitchcock eram sobre gatinhos, dizia "uh, gatinhos? nunca filme com gatinhos, nunca nunca, eles são très terribles!", ao qual Hitchcock respondia "por que não pôs canários falsos? eu gosto de canários falsos, inventei uma gerinhoca pra fazer movê-los", e Truffaut, "gatinhos! gatinhos! cuspo nos gatinhos! ptu!" e acertava Hitchcock, que limpava a testa com um lenço, já acostumado. Em Domicile Conjugal, uma das orientações que Claude Jade recebeu quando Christine Doinel descobre que Antoine Doinel a está traindo com outra, "imagine que você tem este gatinho e o gatinho simplesmente não obedece! e já tentamos dezessete vezes e já está anoitecendo e todos têm fome e a atriz está cansada, imagine o terror!". Em Le Dernier Metró, Truffaut se dirigia à Catherine Deneuve e dizia, "Catherine Deneuve, nunca aceite gatinhos, jamais! cuspo nos gatinhos! ptu, ptu!" e acertava um em cada olho de Catherine Deneuve, que tinha de arrumar os cílios postiços. Durante as filmagens de Close Encounters, Spielberg vivia limpando as lentes dos óculos e foi apartir daí que começou a usar o típico traje de bonés e barba. Em entrevistas recentes, Spielberg disse "aprendi com um mestre, nunca filmarei com gatinhos, cachorros são muito melhores" e "quando te cospem na barba, não chega a tocar no rosto".