Hm
Acabei de ler alguns textos de, mais ou menos, um ano atrás e não sei o que aconteceu comigo, com o meu entusiasmo em escrever sempre e, principalmente, a forma agradável com que eu escrevia - eu achei agradável.
Estou... triste? Não, não.
Oh, não, desculpem-me, por favor.
Não quero deixar o ano terminar dessa forma, tão, tão nha, mas já ensaiei algumas despedidas e boas-vindas ao ano novo na frente do espelho para todos vocês e todas tentativas se transformaram em rascunhos imprestáveis. Um deles era muito deprimente, outro tentava ser engraçado e outro era sobre a minha alegria ao descobrir que EU fui escolhida como a pessoa do ano segundo a Time, não tinha absolutamente nada a ver com "despedidas e boas-vindas ao ano novo, 2007".
(mais um ano da década de 00s e nada de carros voadores ainda... isso não é nada do que eu planejava quando criança...)
Eu simplesmente não sinto mais a mesma vontade. Digo, sinto, mas acho que gastei tudo o que eu tinha e, eu sei, poderia ter sido tão melhor.
Eu já fui muito, mas muito mais amarga mas, percebi hoje que, eu já fui muito, mas muito mais doce e agora eu sou não um, mas o cansaço ou o tédio ou os ambos.
Foi um ano difícil, não tão difícil, mas estou amortecida, ou numb, que é uma palavra legal. Não tenho muitos bons sentimentos sobrando, não sei o que tenho sobrando a não ser vontade de ser uma boa pessoa, até mesmo gentil com todos, até as pessoas estúpidas, mas não encontro mais o que é necessário para.
Eu não quero tentar mais, estou cansada e entediada, mas também não quero desistir (das coisas, daqui, me acompanhe).
Eu queria que me empurrassem, literalmente, pra fazer as coisas. Me jogassem na banheira, dentro das roupas, em restaurantes e compromissos. Eu ficaria roxa e perderia uns dentes mas acho que valeria a pena. Queria contratar alguém que fizesse isso, me empurrar.
Não sei, 2007 deve ser esquisito e devo entrar em uma mini-depressão-boba por volta do final de julho e início de agosto porque, então, vou completar 21 anos e ainda não consegui ser romancista ou fotógrafa ou cineasta ou rainha, grande sucesso de crítica e acessível para poucos.
Eu, hoje, tenho a ligeira sensação de que vai ser estranho, 2007, mas, de qualquer forma, desejo boa sorte.
Estou... triste? Não, não.
Oh, não, desculpem-me, por favor.
Não quero deixar o ano terminar dessa forma, tão, tão nha, mas já ensaiei algumas despedidas e boas-vindas ao ano novo na frente do espelho para todos vocês e todas tentativas se transformaram em rascunhos imprestáveis. Um deles era muito deprimente, outro tentava ser engraçado e outro era sobre a minha alegria ao descobrir que EU fui escolhida como a pessoa do ano segundo a Time, não tinha absolutamente nada a ver com "despedidas e boas-vindas ao ano novo, 2007".
(mais um ano da década de 00s e nada de carros voadores ainda... isso não é nada do que eu planejava quando criança...)
Eu simplesmente não sinto mais a mesma vontade. Digo, sinto, mas acho que gastei tudo o que eu tinha e, eu sei, poderia ter sido tão melhor.
Eu já fui muito, mas muito mais amarga mas, percebi hoje que, eu já fui muito, mas muito mais doce e agora eu sou não um, mas o cansaço ou o tédio ou os ambos.
Foi um ano difícil, não tão difícil, mas estou amortecida, ou numb, que é uma palavra legal. Não tenho muitos bons sentimentos sobrando, não sei o que tenho sobrando a não ser vontade de ser uma boa pessoa, até mesmo gentil com todos, até as pessoas estúpidas, mas não encontro mais o que é necessário para.
Eu não quero tentar mais, estou cansada e entediada, mas também não quero desistir (das coisas, daqui, me acompanhe).
Eu queria que me empurrassem, literalmente, pra fazer as coisas. Me jogassem na banheira, dentro das roupas, em restaurantes e compromissos. Eu ficaria roxa e perderia uns dentes mas acho que valeria a pena. Queria contratar alguém que fizesse isso, me empurrar.
Não sei, 2007 deve ser esquisito e devo entrar em uma mini-depressão-boba por volta do final de julho e início de agosto porque, então, vou completar 21 anos e ainda não consegui ser romancista ou fotógrafa ou cineasta ou rainha, grande sucesso de crítica e acessível para poucos.
Eu, hoje, tenho a ligeira sensação de que vai ser estranho, 2007, mas, de qualquer forma, desejo boa sorte.
