Million Dollar Kiss: 07/01/2007 - 08/01/2007
The Ego's Last Stand.

31.7.07

5678s

Acabei de arrumar meus livros de acordo com a cor. Assim como um alguém qualquer fez. Não é tão fácil quanto parece (parece?) e ainda estou olhando pra minha prateleira com um severo olhar crítico, procurando por erros.

Algumas conclusões:

Eu queria ter mais livros cor-de-rosa.

Quase não tenho livros azuis.

Fazem livros pretos demais (esses eu coordenei pelas cores das fontes).

Eu certamente não tenho o que fazer e estou desenvolvendo práticas obsessivo-compulsivas.

*

Enquanto a viagem não vem e eu não posso fazer mais nada, tenho pensado muito no que poderia fazer pra melhorar meu quarto. Comprar roupa de cama nova, arrumar meus dvds por cor também? Quem sabe? Iria ficar dramático. Tipo, uma declaração corajosa. Ao mesmo tempo, minha mesa está acumulando pó há muito tempo. Há dias, um dos meus porta-lápis caiu, despejando várias canetas, e eu ainda não recolhi nenhuma delas. Meu porta-lápis está caído, em coma. Quero deixar tudo arrumado antes de ir embora, mas não sinto vontade de começar.

Eu não sinto mais vontade de terminar esse post.

27.7.07

Say yes if you love me

Eu queria poder me comunicar através de músicas pop. Algumas são bem claras, mas, em geral, você pode jogar qualquer frase, não fazer o mínimo sentido e, mesmo assim, dar um pouquinho de sentimento genuíno. Amor, ódio, desespero, as emoções mais complexas... Tudo sem fazer o mínimo sentido.

Por exemplo, tenho ouvido muito essa música ultimamente. Tem uma parte em que eu canto junto com tanto sofrimento que eu quase choro. Eu não faço idéia do que exatamente estou querendo exprimir quando canto:

Long long long long long long long long long lo-lo-lo-long gone
It's the darkest night and I'm far from you
You've been awake all night
He's a Nobel Prize I said
Many eyes to see for me
Only yours to cry on my ashes
Long long long long long long long long long lo-lo-lo-long gone
If the countdown on the Eiffel Tower
Could show less than ten but more than a hundred
Tired to look at your photographs
That night through the phone you've been asking for more


He's a Nobel Prize I said? Allrighty.

Eu queria poder compor músicas pop. Pensei em uma agora pouco que seria chamada "I Know My Baby" e aí algo entre parênteses que seria o refrão.

"I Know My Baby ('Cause He's Superduper)", algo assim.

Invejo nas músicas pop o uso do "you". Você faz um álbum com treze músicas e pode ter vários yous em várias músicas diferentes. É como dar uma grande festa de sentimentos e receber os convidados a medida que eles chegam... "You Can Keep Your Love Away From Me" e, então, "I'm Gonna Marry You".

O meu EP de "I Know My Baby ('Cause He's Superduper)" incluiria "Is That For Me? (That Thing You Wrote On Your Blog)?" e "I'm Waiting For You (To Show Up At My SU Recent Visitors Page)".

Por segurança, também teria "Eh". Uma melancólica música, porém agitadinha, que exprimiria, basicamente, a emoção de "nem queria mesmo".

25.7.07

Aaaaah!

Eu não ia escrever sobre isso, mas estou ligeiramente grogue de tanta granola que comi e, quando fico assim, fico muito sentimental.. Sonhei de novo com casamento.

(Eu sei que é um pouco cretino ficar escrevendo tanto sobre sonhos, mas faço isso pensando em mim. Desculpe se não é divertido).

Dessa vez, não era meu casamento. Eu tinha de impedir um casamento. No próprio dia da cerimônia. O tal casal iria se casar à noite e eu estava desesperada tentando falar com o noivo à tarde, convencê-lo a desistir e ficar comigo.
Eu sabia do casamento há meses. Acho que tinham me mandado um convite, mas eu ignorei por muito tempo. Então, era o dia e eu estava tendo problemas pra acertar o telefone do noivo no meu celular.

(É um sonho recorrente: Eu preciso ligar urgentemente pra alguém, mas eu não consigo acertar os números, erro as teclas como se não tivesse controle dos meus dedos ou como se meus dedos fossem gordos demais pra acertar as teclas certas e é sempre desesperador)

Eu errava o último número. Ao invés de 1, digitava 2 e demorou até eu perceber que era 1. Eu estava em casa, tentando fazer uma ligação no meu quarto há meia hora, sempre errando o número, com algum estranho andando pelo corredor que não se importava comigo. Depois, meus pais apareceram, eles me perguntaram o que estava acontecendo e eu disse que estava tentando ligar pra ele, o noivo, e comecei a chorar. Eles demonstraram alguma piedade. Um deles, não me lembro qual, colocou a mão no meu ombro, mas eles também não me ajudaram.

De repente, eu estava em alguma avenida muito movimentada, no topo de um poste como se eu estivesse consertando fios elétricos, só que havia um lugar pra se ficar lá, uma espécie de xícara preta onde eu podia entrar e apoiar as mãos nas bordas. Na lógica do sonho, eu tinha subido lá porque meu celular pegaria melhor com a altitude.

De lá, eu consegui ligar pra casa dele, a mãe dele atendeu, perguntei por ele e passaram o telefone pra noiva. O nome dela era Rafaela, eu ouvi alguém dizendo. Fingi que não era nada grave e perguntei se poderia falar com o noivo por um momento. Tentei esconder todo meu desprezo, inveja, ciúmes e vergonha (eu queria roubar o noivo dela, afinal) e, por isso, fiquei com muito medo que ela descobrisse quem eu era - a homewrecker, party pooper. Não me lembro o que ela respondeu, ela disse algo, mas eu não entendi. Ela não passou o telefone pra ele e também não desligou. Eu fiquei ouvindo uma música, como se estivesse na espera de um atendimento ao consumidor. Eu desliguei e desci do poste.

Minha família estava me esperando lá embaixo, entramos em um carro esquisito e começamos a dirigir não sei pra onde. No carro, meu celular ficou muito complexo, parecia uma calculadora científica. Pedi um celular emprestado. Meu irmão e meu pai ofereceram os deles. Não me lembro qual peguei, mas esse era ainda mais estranho. Ao invés de números, ele mostrava letras que automaticamente formavam nomes que rodopiavam na tela como se formassem um furacão visto de cima. O tal celular formou um nome com a mesma inicial do noivo, mas era o nome errado. Eu suponho que se eu conseguisse formar o nome correto, ele me conectaria com a pessoa desejada de alguma forma. Mas era inútil, eu não conseguia escrever. Acho que pedi algum outro telefone, mas estava ficando tarde e eu podia sentir, ter certeza, de que não conseguiria impedir o casamento. O sonho acabou por aí.

Durante todo esse processo de tentar falar com o noivo, eu pensava que, mesmo se eu entrasse em contato com ele, ele poderia não me aceitar. Que era ridículo, que era a noite do casamento dele e que ele jamais fugiria comigo. Que se ele tinha escolhido ela, ele provavelmente tinha se esquecido de mim e que amava a tal da Rafaela. Que era tarde demais.

Eu acordei do sonho tão aliviada porque era um sonho que soltei um "aaaaah!".

P.S.: Me esqueci de contar que em alguns momentos do sonho, quando eu não estava completamente desesperada, eu achava muito estranho ele ter escolhido se casar à noite. Que eu jamais pensava nele como uma pessoa que se casa à noite.

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20.7.07

Insônia

Desde o sonho do casamento, ainda não dormi. Pensei que eu deveria escrever qualquer coisa que seja pra me manter distraída (e, quem sabe, depois apagar).

Estava passando Three Extremes e agora está passando Joint Security Area na televisão. Pensei que o Chan-Wook Park é muito superior ao Takashi Miike, mas, depois, pensei que eu deveria ver mais coisas do Miike e que só cheguei a essa conclusão porque faz tempo que não vejo algum filme do Miike. Que quando eu vi Audition, eu fiquei fascinada com a direção, a edição, etc. e só tinha me esquecido de como era bom.

Depois, fiquei com vontade de rever Oldboy, mas é doloroso. Mas acho que ainda tento ver essa manhã, quando meu sono me deixar ainda mais amortecida.

Há muito tempo que venho pensando em postar algo com tudo que detesto, uma lista de coisas e características que abomino, mas seria extremamente trabalhoso. Além de enumerar todos os meus ódios, eu teria de definir as coisas mais abstratas.

Eu já apontei para estranhos em lugares públicos e falei "olha isso", esperando que miraculosamente descobrissem o que eu odiava naquela pessoa. "Isso, essa pose, essa cara", e quase sempre não entendiam. Eu teria de explicar vários "issos" e seria muito difícil.

Vai ser uma grande vitória pra mim poder definir exatamente tudo que odeio. Catalogar e colocar em ordem de maior quantidade de ódio para menor quantidade de ódio - sim, é possível odiar muito e odiar um pouco menos. Odeio muito o Oliver Stone e odeio um pouco menos o Peter Jackson, mas odeio, é claro.

Jesus, eu odeio cigarro. E ateus que precisam sempre contar que são ateus na esperança de causar algum choque - juro, você nem precisa falar sobre religião ou qualquer coisa parecida, um ateu se confessa ateu em qualquer momento e com muito orgulho. Em conversas de elevador, ateus dizem que são ateus. Algo como:

- Oi, que frio que tem feito, né?
- Oi, ai, e essa chuva que não pára... Se eu não fosse ateu, já tava rezando pra Deus!

E eu sorrio, pensando, "cretino(a)".

Eu odeio a visão de um violão. Sempre que alguém chega com um violão em alguma festa, você já sabe o que vai acontecer. Já sabe todas as músicas que vão tocar. Não importa que saibam, por aí, milhares de músicas lindíssimas, se eu vejo um violão, fico com medo de ouvir Legião.

Eu odeio uso desnecessário de palavrão. As pessoas não entendem a função de um palavrão. Palavrão é uma ênfase, você só usa em casos sérios de falta de paciência. Se você banaliza o palavrão, lá se foi a importância dele nos momentos certos. Eu tento muito nunca falar palavrão e é justamente quando eu falo que as pessoas percebem o quanto é sério.

Eu realmente odeio pessoas que falam palavrão numa boa, especialmente pra se mostrar "prafrentex". É uma coisa que mulheres mais velhas que frequentam bares costumam fazer. "Falo palavrão e falo alto meeesmo". Deus, é tão vulgar. Eu entendo que algumas pessoas que fazem isso o fazem pra tentar criar um ambiente "amigável" (!) e "descontraído", como se o lugar e seu anfitrião se tornassem mais acolhedores ao deixar você sabendo que você pode usar tais palavras à vontade, que você pode dizer qualquer coisa. Eu prefiro, não sei, uma almofada e uma manta (anti-alérgica, por favor). Um chocolate quente.

Odeio pessoas que chegam atrasadas na sessão de cinema, vão pra frente da tela e ficam encarando o resto do cinema, procurando lugar pra sentar. O pior de tudo é que nunca são anões que fazem isso. São sempre pessoas de dois metros.

Ahm, que mais?

Estou ficando cansadinha e com dores nas costas.

Sei que fui bastante reclamona (é minha natureza), mas até que estou bem.

Pensei, "o que faço agora? assisto Oldboy?" mas imediatamente meu estômago reclamou.

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19.7.07

Hm

Sonhei que eu ia me casar, mas era um casamento estranho. Eu estava em uma cidade do interior que não reconheci. Fazia um sol típico de cidade do interior, mas ninguém estava sofrendo com calor, nem mesmo eu. Eu iria me casar em uma casa cuja disposição dos quartos me lembrou vagamente a casa de campo da minha madrinha, mas não era exatamente daquele jeito. Tinha dois andares e estava cheia de gente caipira. No telhado, sentados na chaminé, uns dois garotos ficavam atirando balas de festim com armas de brinquedos (que pareciam reais, mas o som dos tiros não era o esperado) contra um galpão vizinho que tinha uma cobertura de lona azul e se movimentava muito com o vento. Me explicaram o que eles estavam fazendo, "eles estão atirando no vizinho ali". Na frente da casa, uma estrada de terra e, na frente da estrada de terra, uma montanha enorme.
Para entrar no terreno da casa, eu tinha de tirar meus sapatos e passar por uma espécie de ponte que era, na verdade, como o topo de um muro coberto por plantas. Logo depois, meus sapatos, que ficaram do lado de fora, tinham desaparecido, alguém tinha pegado e lembro que isso dificultava muito uma possível fuga.
Eu me lembro que eu estava muito contente em me casar e que eu queria que fosse numa parte específica do terreno, ao ar livre, perto de uma árvore e me lembro de visualizar tudo. Mas os caipiras dentro da casa, inclusive o noivo (que não cheguei a ver ou saber quem era), estavam arrumando o casamento dentro da casa, em um cômodo pequeno no segundo andar. A casa estava cheia de gente se movimentando, levando coisas pra lá e pra cá, mas ninguém falava comigo, justo a noiva. Eu só andava pela casa. Eu fui ao banheiro do segundo andar e consegui dar uma olhada no quarto arrumado para o meu casamento aparentemente pelo próprio noivo e seus amigos caipiras. Havia um móvel de madeira escura, como um aparador, que separaria o padre dos noivos e duas almofadas no chão para nos ajoelharmos na frente dele. Eu fiquei muito nervosa porque não era como eu queria e ninguém havia me consultado.
Continuei vagando pela casa cheia de gente desconhecida e com sotaque e, então, me tranquei em um quarto escuro, com duas camas de solteiro de colchas floridas e uma cômoda na parede oposta. Me lembrei que eu não tinha um vestido comigo, que aquela não era minha casa e que provavelmente não teriam um vestido que fosse meu. Essa foi a gota d'água, eu quis fugir. De repente, eu tinha uma mochila e me visualizei usando uma camiseta vermelha, as mochilas nas costas, andando sozinha pela estrada de terra e procurando ajuda em casas vizinhas para sair dali, mas eu não tinha sapatos e seria bem difícil fugir sem sapatos.
Eu saí da casa, já inclinada a fugir sem ninguém perceber ou, pelo menos, investigar alguma forma de reaver meus sapatos. Pensei que os malditos moleques no topo do telhado me veriam fugindo e poderiam avisar pra todo mundo. Vi que era quase impossível passar por aquele ponte/muro de volta. Alguém que estava entrando na casa me explicou novamente, "eles estão atirando no vizinho ali". E o sonho acabou por aí. Não sei se consegui fugir ou se me casei.
Apesar de ter sido um sonho relativamente ruim (tentar fugir de uma casa ou de um casamento forçado não são exatamente características dos melhores sonhos possíveis), lembro de ter acordado com uma sensação geral ótima. Abri as janelas e encontrei a exata mesma cor de amarelo do Sol do meu sonho, o que me fez sorrir quase involuntariamente.

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18.7.07

Ufa

"I still have the same strengths and weaknesses. It seems I am of literary rather than a scientific turn. An example is the fact that I can't write numbers properly. They end up looking like decorative ancient syllabary. Learning to drive a car is out of the question. I am incapable of operating an ordinary still camera or even putting fluid in a cigarette lighter. My son tells me that when I use the telephone it's as if a chimpanzee were trying to place a call."

Something Like An Autobiography, Akira Kurosawa.

Boy, isso ilumina uma tarde nublada.

16.7.07

A vida é como a Britney Spears 2

Já sabemos que é preciso imaginar o pior para poder eliminá-lo. Imaginemos que depois de tanto exercício, dias e dias pensando em invasão alienígena e, claro, ataque ninja, a vida fique bastante boa - eu não consegui isso, ainda preciso pensar em muitas possibilidades catastróficas para poder torná-las impossíveis e fazer com que o destino me surpreenda com felicidade. Não se pode nunca elogiar o destino ou ficar alegre por um movimento ou outro que ele faça. Não se pode comemorar desgraça alheia, mesmo quando a pessoa desgraçada fez alguma desgraça com você em algum ponto da sua vida.
Há alguns meses, Britney Spears fez um tratamento com injeções que derretiam gordura localizada e ficou magra novamente. Pensei que ela não tinha direito de ter acesso a coisa tão miraculosa. Mas, é claro, ela engordou, brigou com todos os parentes e amigos, voltou a beber, colocou a mansão pra vender e está morando em um hotel onde fuma constantemente na varanda e, segundo testemunhas, chora na piscina. Nem por isso comemoramos, certo?
Ela comprou um cachorro esses dias. Ela tem dois filhos alimentados com Cheetos, já tentou matar um deles nem sei quantas vezes e, parece, um periquito também. Agora, mais um cachorro. Acho que ela comprou uns três cachorros nos últimos dois anos, aparecia sempre com um deles no colo em festas e eventos de gala, e todos eles foram sumindo misteriosamente. Imagine o meu desespero ao saber que ela comprou mais um - e, claro, eu não esperava por isso, eu não tinha pensado nisso.
Não se pode comemorar. Nunca.

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14.7.07

: / UPDATE

Duvido que alguém consiga, mas se acharem o torrent disso, favor me passar. Não encontro em nenhum lugar e parece terrivelmente interessante.

UPDATE: Já consegui a coletânea. Ainda não consegui ouvir tudo, mas ouvi umas quarenta músicas e só duas ou três não me agradaram. Parece bom.

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13.7.07

Hoje, eu vi o programa de televisão mais decepcionante de todos os tempos. Assisti, ao acaso, "S.W.A.T. - alguma coisa", um programa que acompanha os agentes em suas missões.

Vou enumerar os fatos apresentados no episódio. Note o nível crescente de decepção:

1- Vinheta dramática. Homens correndo, invadindo casas, quebrando janelas, algemando suspeitos no chão, etc..
2- Início do show. Agentes resolvem jogar golfe. O chefe diz que vai ser muito engraçado porque nenhum deles entende nada de golfe - não é.
3- No campo de golfe, o celular de um deles toca. É sobre um homem armado que teria matado uma mulher, incendiado seu corpo e que estava, naquele momento, trancado em sua casa.
4- Você acha que os agentes vão sair correndo, abandonando tacos de golfe no gramado. Vão colocar os capacetes e os coletes à prova de bala muito rapidamente e descer por um cano enquanto um alarme toca e uma luz vermelha pisca, mas eles saem do campo de golfe calmamente, se trocam todos, pegam uma viatura e dirigem, sem desrespeitar nenhuma regra de trânsito, por uns trinta minutos até o local.
5- Antes de irem até a casa do suspeito, um dos agentes pergunta na vizinhança como é a casa dele, pede que desenhem uma planta com portas, janelas e possíveis fugas, etc.. Tudo muito lógico, mas não é estúpido pedir pra um vizinho fazer isso? E que, durante esse tempo, ele pode ser avisado e escapar?
6- Vão até a casa do suspeito, colocam equipes na frente e nos fundos. O chefe, o mesmo que comentou sobre golfe, fala dos perigos do corredor da entrada da casa do suspeito, que ali seria um lugar muito vulnerável e que o suspeito poderia facilmente matar todos os agentes.
7- Começam a falar com o suspeito pelo megafone. Não é nada intimidante. Ao contrário. Eles querem "ajudar" e precisam "conversar".
8- O suspeito não se entrega e permanece em silêncio.
9- Três agentes destroem uma janela e o que eles jogam lá dentro? Um telefone.
10- O suspeito também não atende o telefone.
11- Literalmente três horas depois, eles resolvem jogar gás. Por alguma razão, acreditam que o suspeito está no sótão e lançam dois 517 (supostamente, o gás mais potente da S.W.A.T.) pela ventilação.
12- O suspeito ainda não se entrega.
13- Mais algum tempo depois, resolvem jogar gás no resto da casa.
14- O suspeito ainda não se entrega. Talvez ele seja tão f'up que tenha uma máscara.
15- Depois de mais algum tempo, resolvem invadir a casa. Não há correria ou gritaria, eles entram silenciosamente e procuram em armários e debaixo da cama.
16- Resolvem procurar no sótão.
17- O chefe diz que é a parte mais perigosa, procurar no sótão, porque a cabeça é a primeira parte do corpo a ficar exposta e se torna um alvo fácil para o suspeito.
18- Não há ninguém no sótão.
19- O suspeito não estava em casa.
20- Missão abortada.
21- O chefe diz que, "se for preciso, vamos caçá-lo a noite toda".
22- Uma legenda informa que, no dia seguinte, o próprio suspeito se entregou à polícia.

E, então, você pensa que a próxima missão vai ser diferente, mas fazem a exata mesma coisa, com os mesmos comentários dramáticos do chefe, e o suspeito não estava em casa. De novo. Whoopie-dee-doo.

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12.7.07



:~

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Ando com o gesto muito infantil e solitário de mostrar o dedo do meio para telas de televisão ou computador. Faço-o como forma de reprimir um "f*ck you!" em voz alta ou possíveis espasmos musculares raivosos. Acabei de fazê-lo para alguém no msn (rá!) e fiz esses dias pra Carrie Fischer porque ela disse alguma besteira no On The Lot (OTL me deixa bastante agressiva. Mostrei o dedo do meio pra quase todos os diretores convidados e, pelo menos, dois ou três participantes).

Já mostrei o dedo do meio para Michael Bay e Brett Ratner. Hoje mesmo, mostrei o dedo do meio pro Michael Moore (era um desenho dele, pelo menos).

Fiz careta pro Eli Roth, mas depois concordei com ele e fiz um balançar de cabeça, "ok".

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4.7.07

Depois que o Sol passar pelo meu signo

Eu tenho o hábito de ler meu horóscopo e acreditar nele. Não é qualquer horóscopo, é um que se provou correto e sem falar generalidades. Ele é tão importante que eu já tomei algumas decisões sem muita importância com base nele (e tudo correu bem). Recentemente, eu tenho lido meu horóscopo e pensado "não, isso foi ontem", mas eu acho que ele vai voltar a prever o futuro algum dia. Hoje, ele diz:

"Don't let things get stagnant, dear Virgo; it is time to take action. In everything you do today, see how far you can go as opposed to how deep you can go. Cover a wide range of topics and pick up a magazine or two. Take a break from your usual emotional intensity and simply enjoy the sunshine and the light conversation of others. Keep things energetic and upbeat. Take action when you see that things are lagging behind."

Eu deveria ter recebido esse conselho há uns três dias.

De qualquer forma, só queria falar da minha viagem. Eu estava esperando tudo ficar um pouco mais palpável e hoje eu entreguei boa parte dos documentos necessários pra tirar meu visto de estudante. Vou fazer um semestre na Espanha, programa de intercâmbio. Há a possibilidade de eu cursar um ano lá, mas eu duvido que eu aguente ficar fora por tanto tempo.
Tudo muito inesperado e um pouco caótico. Eu não fazia idéia, no começo do ano, de que estaria atrás dos documentos pra fazer isso agora. Imaginando que estudar em espanhol seja um desastre, a viagem é mesmo uma boa oportunidade de, no mínimo, viver na Europa por algum tempo, acordar na Europa, dizer "vou dar um passeio pela Europa" e passear pela minha rua por uns dois minutos e voltar.
Vou no dia 30 de agosto e devo voltar no dia 1 de fevereiro. Vou com uma amiga e dividirei o quarto com ela, o que é reconfortante. Temos duas semanas de férias para o Natal e o Ano Novo, mas imagino que vou ficar por lá mesmo (minha mãe está maravilhada pela desculpa de passar um Revéillon em, não sei, Paris).
Passo meu aniversário aqui (26 de agosto, wink), mas os preparamentos para a viagem vão se confundir com meu inferno astral e sei que vai ser muito difícil e eu vou ter ataques de pânico imaginando tudo que pode dar errado, de bagagem extraviada a ataque ninja. Portanto, acho muito justo que sejam legais comigo e me comprem presentes e me desejem boa sorte. Heads up para o nível de prioridade dos itens da lista. O box das aventuras do Antoine Doinel da Criterion é sempre um pouco mais bem-vindo do que bonecas de papel da Maria Antonieta. ;-)

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