Million Dollar Kiss: 02/01/2008 - 03/01/2008
The Ego's Last Stand.

27.2.08

Eu acordo com sono. Não importa o quanto eu tenha dormido, o quanto eu não tenha feito nada, não consigo parar de sentir sono. E mesmo com sono, fico preocupada. Não durmo muito. Nunca estou descansada. O pior é que mesmo se eu dormisse doze horas todas as noites, continuaria com sono. De qualquer forma, não consigo passar de cinco horas. Quando consigo dormir oito horas, é tão satisfatório quanto dormir três, quatro horas. Talvez, se eu dormisse por três dias consecutivos, não precisaria dormir por uma semana. Mas provavelmente continuaria cansada e com sono.
Apesar de estar tomando meu remédio para alergia, não paro de espirrar. Mas nunca fico doente de verdade. Se eu ficasse doente de verdade, poderia ter uma desculpa para ficar na cama e não fazer nada. Gripe sempre dá mais sono e as dormidas são tão mais prazerosas. Parece que só consigo dormir muito bem quando estou muito mal ou muito cansada. Não posso só estar um pouco cansada ou cansada, preciso estar esgotada. Quando estou esgotada, é muito mais fácil ver humor em tudo também. Eu simplesmente desisto e me divirto com seja o que for, mas é muito difícil chegar nesse estágio. Até lá, tudo é infinitamente irritante e deprimente.
Por alguma razão, Toddynho ajuda muito com o cansaço, a insônia e outras doenças. Danoninho, Sucrilhos também, mas faz tempo que não tenho me entregado a nenhum dos dois. De qualquer forma, todas as minhas memórias com Sucrilhos são queridas e tenho quase certeza que o Danoninho curou a minha catapora quando eu tinha 8 anos.

Muito, muito cansada e nervosa.

9.2.08

Coisinhas

- Além do stumble, estou postando aqui também. Esse tumblr está se inclinando naturalmente a trailers, posters, fotos e notícias relacionadas a cinema. Está crescendo lentamente. Estou orgulhosa da seleção de trailers que fiz, incluindo [REC], Machine Girl, CJ7, Chocolate (muito, mas muito bom!), etc.. Dêem uma olhada em "older posts" lá embaixo.

- Colocando as fotos da minha viagem para a Argentina (com rápida passagem pelo Uruguai) aqui. Já coloquei muitas, mas ainda falta bastante também, então continuem visitando nos próximos dias. Logo, disponibilizo as fotos do cemitério que falei. Tô contando pra todo mundo que visitei o mausoléu de uma menina enterrada viva - awesome!

- Terminei de assistir a primeira temporada do Japanorama e recomendo muito. Tem robôs, samurais, yakuza, Godzilla, Sadako, Totoro, tudo. É o tipo de programa que eu gostaria de mostrar aos meus filhos para *tentar* explicar porquê o Japão é tão legal (guardando o episódio em que falam de pinku eiga para quando ficassem mais velhos, like, 9 anos de idade). Os primeiros seis episódios estão aqui. Vou abrir os comentários caso saibam onde posso encontrar as outras duas temporadas completas. Encontrei os episódios da terceira, mas não em um arquivo só, bonitinho.

- Continuem visitando e ajudando a cidade!

6.2.08

Cemetary Cats

Voltei.

Muito cansada. Movi a cabeça para o lado esquerdo agora pouco e senti tontura pela rapidez do movimento que, normalmente, não seria nada demais. Ficarei feliz se não precisar pegar outra fila por, pelo menos, uns três meses, mas estou sofrendo de abstinência de internet e, portanto, escrevo. É absurda a vontade de ir até um cyber café (tinha dúzias na rua do meu hotel, sempre me seduzindo e me convidando) nos primeiros dias de viagem, mesmo sabendo que não demoraria pra voltar. Talvez porque quando tudo é estranho, a internet é o lugar mais familiar possível se você fizer a sua rotina de costume, ver os seus emails, visitar os sites que você conhece. Mesmo assim, resisti bravamente.
Buenos Aires, tirando o fato de que as pessoas falam espanhol (português cômico), seria uma São Paulo perfeita. Os prédios não estão bem cuidados, mas são muito, muito mais bonitos e interessantes. Não há quase nada moderno. Não vi nenhum Masp, nenhum Niemeyer, nenhum Ohtake, nada. Tem duas ou três livrarias em cada rua. Não tive muito sucesso com elas porque quando encontrava livros em inglês eram pocket books da Danielle Steel ou algo assim, mas eu provavelmente não procurei direito e, mesmo assim, comprei alguns livros de moda e ilustração. Toca Peter Bjorn and John no McDonalds, sinal de grande avanço cultural. E é possível comer pizza no jantar, no almoço e no café da manhã.
Porque os brasileiros vivem indo pra lá e os argentinos vivem vindo pra cá, muitos entendem e/ou falam português, de forma que o espanhol não é obrigatório. Nenhum argentino com quem falei foi rude ou pareceu indisposto pra lidar com quem não entendesse ou mesmo quisesse falar espanhol. Em cada viagem que faço, gosto menos dos brasileiros e mais de algum outro povo. Com exceção, talvez, dos espanhóis, mas deve ter sido só má sorte. Com brasileiros, há sempre a certeza de decepção. As pessoas mais estúpidas, mal vestidas e barulhentas serão sempre brasileiros e vice-e-versa.
De qualquer forma, fiz alguns passeios bons. Apesar de ter ido acompanhada, senti um prazer revitalizante em ficar sozinha aqui e ali. Às vezes eu me esqueço o quanto as pessoas podem me deprimir, especialmente se forem da minha família. Viajando em número ímpar, me sentando sempre sozinha ou tentando me manter distante do grupo pode ajudar muito a se recuperar de mini-traumas diários. Meu melhor momento lá foi durante um passeio no cemitério de Buenos Aires. Quase nenhum caixão é enterrado e são guardados em mausoléus bastante decorados ou só quartinhos apertados com portas de vidros. Uns dois caixões centenários ficavam quase que bem ali, só com uma gradinha separando o buraquinho deles do caminho do cemitério. Dava pra tocar neles. Tinha um tour que passeava pelos túmulos e contava as histórias dos defuntos todos, mas fiquei acompanhando de longe, tirando fotos calmamente e brincando com os gatos. Muitos gatos vivem lá e são os gatos mais simpáticos do mundo. Acabaram com a minha visão de que gatos são, basicamente, assholes. Eles brincavam, ronronavam, viravam com a barriga pra cima agarrando o meu braço com as patas e nem precisei passar por um teste de confiança de três anos pra tudo isso. Gatos adoráveis e bem tratados, crescidos e alimentados em cemitérios cheios de turistas ingleses, alemães, japoneses - talvez, o melhor tipo de criação para qualquer ser que desejar ser simpático.
Para suportar qualquer conversa de brasileiros estranhos em filas intermináveis no aeroporto e durante o vôo, o meu ipod com meu super fone que isola todo barulho externo e frita meu cérebro foi de grande, imensurável ajuda. Steve Jobs merecia o Nobel da paz pelo ipod. Se Hitler tivesse um ipod, passava batido pelos judeus. Ficaria tranqüilo passeando pela Áustria ouvindo Beatles ou sejá lá o que ditadores/genocidas em potencial ouviriam. Backstreet Boys? Nelly Furtado? Enfim.
Preciso dormir e tomar banho e comer e dormir. Tirei umas trezentas fotos, mas, Jesus, vai demorar até eu criar vergonha e colocar tudo no flickr or sum'thing.

1.2.08

Overdose de tango

Estou indo pra Argentina, mas não demoro.
Até mais.