Million Dollar Kiss: 11/01/2009 - 12/01/2009
The Ego's Last Stand.

29.11.09

Stark

Momento icônico do meu atual estado de mente e espírito: Tava passando Iron Man num canal e Satyricon em outro. Acho que vi Iron Man, sem brincadeira, oito vezes. Acho divertido. Sempre que passa, assisto. Por outro lado, sou estudante de cinema e tal, gosto de Fellini e acabei de sair de uma sessão de 2012 com meus pais (o tipo de filme que se vê com os pais, tipo Hancock, que também vi com meus pais). Mas sem pestanejar, escolhi Iron Man, de novo.
Lembrei que hoje de manhã começou um documentário francês, fotos de mortos, judeus subindo em trens. Bati o olho na legenda (estava sem som) e li "ocupação nazista" - desliguei na hora. Antes disso, estava passando Spy Hard, com o Leslie Nielsen. Vi inteiro, de novo. Ri de tudo, de novo.
É demais pedir por entretenimento sem grandes complicações? Por que é tão difícil ser simples? Por que complicar tanto? Digo, a vida não pode e nem deve ser um Hancock, mas deveria ser um Iron Man, sim, por que não? Os relacionamentos podiam ser como o trailer so Sherlock Holmes. Parece bom.

28.11.09

A Christmas Story

Estou praticamente formada. Entreguei meu tcc, finalmente. A monografia, o filme, tudo, pronto, acabou. Sou um pessoa graduada, vai. Só falta a banca, falar pra uma cascata de cadeiras de professores, colegas e parentes, mas tudo bem. Juro que não me preocupo muito, desde que aprendi mais ou menos a falar em público. Ainda não me toquei que acabou, que eu completei meus quatro anos, com bom comportamento e tudo. Minha primeira reação ontem foi dormir um pouco. Dormi bem. E agora? Suponho que eu tenha de beber algo alcoólico, não? Pode ser um milkshake? Tô prevendo um vazio muito grande nos próximos meses. Alguém me contrata? Sou formada em Comunicação Social com habilitação em Cinema, é muito útil. Além disso, eu sou legal pra caramba, né? Então.

26.11.09

A Insustentável Atração Leve da Morbidez

Estava conversando com um amigo sobre a nova garotinha dele que é basicamente uma anti-ex-futuro-ex meu (uma longa história, mas é suficiente dizer que isso é um bom sinal, ser o contrário desse meu ex-futuro-ex) mas possui um hábito terrível combinado com uma sensação de pureza e grandiosidade, o que é muito perigoso. Ela é bulímica/anoréxica. Segundo meu amigo, ela come sal. Só sal. Em todo lugar, ela chega e pede sal. Conheço bem a sensação de não saber se vai dar pra conseguir continuar em pé e não entendo mais como alguém pode fazer isso deliberadamente com o corpo. Algumas pessoas curtem causar uma bad vibe, é a conclusão que tiro. Falei ao meu amigo que acho isso meio brega. Não só em questão de estilo, de estética, mas em questão de alma. Gostar de causar bad vibes de propósito é como uma legging de lantejoulas da alma. Sim, é isso.
Algumas pessoas estendem isso ao puro terrorismo e se tornam artistas e fazem, sei lá, "American Beauty". É terrível. O ato deliberado de provocar uma bad vibe disfarçada de missão grandiosa e bela. E há tantos por aí, os artistas que gostam de ser feios e doentes e chocar e destruir. Eu tenho vontade de sair do meu corpo e encontrar essas pessoas em algum outro campo em que eu possa esganá-las sem sujar as mãos. Isso ou ser como o Aslan, dar uma baforada e curar a pessoa, fazer ela se tocar e ser divertida, querer ser feliz, ser normal - não normal-medíocre pois eu sei, EU SEI que a inteligência pede por algum sofrimento constitucional, mas a pessoa não pode viver em nome do sofrimento, querendo mais sofrimento do que o mundo normal já oferece.
Acredito num semi-budismo. Acho que é necessário sofrer, ter dificuldades, ficar muito mal, mas nunca deliberadamente (e nunca de forma completamente desgarrada). Talvez eu esteja muito longe da iluminação, mas acho impossível viver sem me apegar às coisas, às pessoas, etc.. Acho extremamente necessário aceitar o sofrimento até certo ponto, sem deixar de se engajar na luta contra ele. Sofrer por sofrer, sofrer de boa, sem preocupações não provoca nenhum crescimento substancial. É preciso ficar muito mal e ficar mal porque tá tudo muito mal e tentar muito converter essa situação. Acho besta e brega curtir a bad vibe, não nadar furiosamente contra, mesmo que tomando uns goles e se afogando um pouco - o que é natural.
Infelizmente, quanto mais pessoas eu conheço, mais percebo que parte delas ainda não quer ficar muito bem, que elas curtem ficar perdidas e sofrendo, sem poder fazer o que elas mais querem porque aí sim que dá um puta trabalho e um puta medo (é o caso do seu irmão, amigo). Infelizmente também, percebi que preciso ficar longe dessas pessoas se eu quiser continuar no meu caminho de total sinceridade comigo mesma, se eu quiser lidar com todo o esforço de fazer e ser tudo o que eu quero sem me arrepender demais. Simplesmente porque eu vou para um lado e elas vão para o outro. Não tem como mesmo. É triste. Fico com vontade de arrastar muita gente comigo, mas não tem jeito, não posso fazer diferente. O que digo é: Cuidado, por favor, com os que se assumem como bad vibes, que gostam de ser bad vibes, que não comem frutas, legumes e verduras. Porque eu juro por Deus que algumas coisas não têm lado ruim, só têm lado bom - e então não é tudo que vale, né?

21.11.09

Rambling

Lembrei subitamente do cheiro que tinha uma fábrica de bolachas. Era uma Tostines ou algo assim que ficava no meu bairro. Nunca entrei lá, mas era só passar na frente ou mesmo no quarteirão da fábrica que o cheiro muito doce, muito artificial, mas muito bom tomava todas as atenções. E não importava sobre o que você estivesse falando ou o que estivesse acontecendo, tudo ficaria em segundo plano por causa do cheiro. Lá por perto, ninguém ouvia a mãe direito, ninguém ficava plenamente triste ou solitário. Tudo perdia um pouco de intensidade. Era bom e não me dava alergias como a maioria dos cheiros muito fortes me dão. Só me dava fome, vontade de comer um pacote de sequilhos ou coisa assim.
Lembro que, quando estava começando a sair sozinha de casa, para ir à padaria e coisas assim, uma das primeiras coisas que comprei foi um pacote de sequilhos. Lembro da sensação ao encontrar o pacote na prateleira, "lembrar" que aquilo era muito bom (apesar de não me lembrar, nem agora e nem na época, quando que foi que eu comi sequilhos antes daquele dia) e levá-lo pra casa, mostrar para os meus pais como se fosse a melhor descoberta do mundo, abrir o saco e comer no meu quarto - era uma sensação muito adulta, muito boa, descobrir que eu podia sair e comprar um pacote de sequilhos, daqueles do saco amarelo com um coração transparente.
Lembrei também da vez que tomei o metrô errado, o sentido errado. Não foi nada demais. Demorou umas duas estações pra eu me tocar, depois desci e parei do outro lado, disfarçando um pouco, sentindo vergonha. Até hoje tenho um medo mortal de pegar o sentido errado. Dificilmente decorei os nomes dos terminais todos e aprendi pra onde deveria ir caso precisasse ir pra casa, mas prefiro muito mais decorar que escadas devo subir ou descer, para que lado devo sair, etc. - qualquer coisa que seja mais visual do que simplesmente um nome. O que eu decorei, na verdade, é que voltando pra casa, descendo na Sé, eu tenho de subir as escadas lá de trás e virar à esquerda, porque minha catraca fica mais à esquerda. A placa com o nome de onde estou indo não me diz nada. Por isso é tão complicado pra mim pegar ônibus, a idéia de que existe trinta formas diferentes de chegar ao mesmo lugar, me deixa confusa e insegura. Tenho medo desses metrôs antigos que tem mil linhas e mil caminhos diferentes - como saber qual o melhor? O metrô de Paris era assustador. Demorava meia hora até decidir que caminho fazer.
Qual era o sentido disso mesmo?

17.11.09

So You Think You Can Dance

Fiquei muito impressionada desde que li que sou muito inquieta. Agora sempre que me sinto inquieta, o que é constantemente, tento ir tirar um cochilo. Da última vez deu tão certo que perdi a janta. Tive de comer umas bolachas de água e sal. Fiquei meio inquieta de novo. Não há sono suficiente em mim. Falta muito pouco para entregar meu tcc. Só preciso numerar as páginas e imprimir. É tão pouco que quase não consigo encontrar energia para realmente terminar. Mano, tiraram o Hok do So You Think You Can Dance. Tão bêbados.

11.11.09

Eu não quero um Twitter.

Gosto de cantadas de pedreiros. Não quando pedreiros me cantam, mas quando pessoas cultas e educadas soltam espontânea e inesperadamente um "ô lá em casa". Acho muito bom mesmo.

9.11.09

Bitch



Mano, não consigo fazer isso.

7.11.09

Chorando Se Foi

Há algum tempo, conquistei uma espécie de manequeísmo apurado, mais complexo. Ainda acredito que algumas pessoas são essencialmente boas ou más, mas meu relacionamento com elas têm variado. Por exemplo, vejo que X é realmente uma pessoa boa, mas que não vale a pena me relacionar com ela por causa disso e daquilo. Ou que Y é também uma boa pessoa, mas ainda não sabe disso, então não adianta de nada. Antes, só era necessário ser essencialmente bom. O mau das pessoas boas é que muitas adquirem uma qualidade meio bovina, uma falta de qualquer tipo de esperteza, rapidez ou determinação saudáveis, fortes. É muito chato. Contudo, ainda não encontrei uma pessoa má que servisse pra alguma coisa. Nenhuma nunca serve.
Esses dias fiquei com uma lambada na cabeça - triste, mas nem tanto, ficar com uma lambada na cabeça. Pensei em colocar a letra no perfil do meu orkut, mas ninguém além de mim entenderia a piada. A letra é muito brega, mas também meio que genial e tarantinesca - "chorando se foi, quem um dia só me fez chorar" - meio que sensacional. Se eu tocasse algo, fazia uma versão irônica, tristonha e um pouco sombria - "a recordação vai estar pra sempre aonde for" e tal. Um dia, quem sabe um dia.
Estou cansada e não sei o que fazer com meu cabelo. Tá muito comprido e um pouco descontrolado. Tentei ondular, mas o cabelo não segura e acaba desmontando - mas também não fica lisinho, só bagunçado. Ou corto bastante ou deixo crescer mais, o que é muito chato.
Assistindo o melhor episódio de todos do Curb Your Enthusiasm, o da garrafa d'água, aquele da cabeça da boneca. Sentindo falta de Z, só um pouquinho.

5.11.09

Au revoir!

Trabalhando na Mostra, passando doze horas ao dia em um Cinema. Me sentindo meio Shosanna Dreyfus. Legal =)