Million Dollar Kiss: 08/01/2007 - 09/01/2007
The Ego's Last Stand.

31.8.07

Tô em Madrid

Tá muito difícil. Lugar lindo, língua confusa. Meu quarto é pequeno mas tem varanda com vista. Moro num bairro bom mas tem quase nada de comércio e, apesar dos pontos de ônibus, não vi nenhum passar. Passei o dia sem internet, sendo atacada por moscas. Quase desisti de tudo de tanta tristeza pela ausência de internet. Sério. Eu ficaria tão devastada que precisariam vir me buscar. Eu não poderia simplesmente voltar sozinha, eu não teria como. Tô muito cansada. Morei em avião/aeroporto por dois dias e em condições agravantes. Meus olhos ardem, mas tô aqui, na net =D

30.8.07

To em Buenos Aires =)

Gente falando esquisito ;-)

Saudades, M.L.

27.8.07

Algaritmos

Eu era muito deprimida na época do colegial. Eu desistia de tudo que fosse minimamente complicado. Eu poderia morrer por matemática. Eu preferia morrer a fazer uma prova de física. Sério. Eu sentia que não havia nenhuma vantagem em viver se a vida tivesse a ver com matemática. Que era muito melhor se render a ter de lidar com obstáculos que envolvessem tanta chatice. E pra que eu iria querer resolver problemas se tudo fosse sempre assim, se sempre houvessem problemas e se a matemática continuasse no mundo?
Acho que morri algumas vezes durante algumas aulas de química orgânica também. Minha alma saía do corpo, como quando a Diane Keaton sai pra desenhar enquanto faz sexo com Woody Allen, deitava no chão da sala, apoiava a cabeça na mochila de alguém (porque eu troquei mochilas por bolsas já na quinta série) e morria muito mais rapidamente do que consigo dormir hoje em dia.
Vez ou outra, encontro alguma dificuldade que me faz lembrar desses tempos e penso com pesar que não posso morrer mais. Burocracia, filas, ter de reclamar de algo com alguém. Ter de se dirigir a um estranho e reclamar de algo para, você sabe, conseguir fazer as coisas. Eu poderia morrer.
Hoje, reclamei por esperar muito tempo. A pessoa me pediu para esperar só mais um pouco, me ofereceu café, chá, recusei, agradeci e ela foi para a própria sala como se estivesse nervosa comigo. De lá, consegui ouvir ela cochichar com dois garotos que estavam na sala dela. Acho que sobre mim. Como a vida pode valer a pena se essas coisas estranhas e horríveis acontecerem sempre?
Não é morbidez. Quando falo em morte, falo de forma metafórica. Digamos que eu proponha um mundo sem matemática e situações sociais esquisitas. Falo dessa morte. Uma forma de morrer, assim, seria se isolar em algum lugar sem eletricidade e pessoas. Eu não sou nada rústica e aí está meu problema. Como causar a morte de um mundo chato mas vivendo com Seinfeld?
Logo, vou ter de pedir orientações em espanhol e eu só penso em morrer. Ou, pelo menos, fugir pra Portugal e comprar um schnauzer. Mas a matemática ainda está por aí. E é genuinamente terrível.

26.8.07

21

Eu. Ganhei. As. Aventuras. Do. Antoine. Doinel. Da. Criterion.

^^

P.S.: E. Um. Totoro. De. Pelúcia.

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19.8.07

Mr. Lee

Eu gostaria de ler uma biografia do Bruce Lee em que ele tivesse rinite. Que, quando muito nervoso, a pele irritava e ele ficava cheio de bolinhas vermelhas. Que, umas duas vezes na vida, comeu muito chocolate e, por alguma reação alérgica, a boca inchou. Que aquelas sapatilhas machucavam o calcanhar e, toda noite, Bruce Lee colocava band-aids. Que dependia da confecção do sapato comprar um 38 ou 39. E que era muito difícil domar aquele cabelo.
Bruce Lee ia em shopping?
Toda vez que me corto com papel, penso em Bruce Lee. Bruce Lee jamais se importaria com isso porque isso jamais aconteceria com Bruce Lee. Bruce Lee não precisava ler, ele dominava todos os segredos do universo. Quase tudo pelo que passo não é coisa que Bruce Lee tinha de enfrentar. Mães, por exemplo. Bruce Lee não tinha mãe, ele sempre esteve aqui, ele é a origem e o fim do universo.
Bruce Lee é quase um Rei Leônidas, mas é muito difícil de se praticar o modo Bruce Lee de ser.
Bruce Lee não se apaixonava porque ele era muito superior e, portanto, Bruce Lee não tinha de lidar com emoções. Bruce Lee era perfeito demais para emoções e não tinha cutícula também - as minhas estão terríveis.
Querer ser como Bruce Lee sabendo das próprias limitações naturais - eu falo os "erres" e me envergonho disso - é um dos terrores da existência. Acho que Camus comentou algo sobre isso. Sartre não, Sartre não acreditava em Bruce Lee. Vesgo idiota.
Eu até gosto um pouquinho de babar e sofrer por um box das aventuras do Antoine Doinel da Criterion, mas sei que Bruce Lee jamais se deixaria abalar por isso. Bruce Lee seria imune a todas as coisas. Bruce Lee, pasme, não precisava de Truffaut. Porque tudo está em Bruce Lee e, se você olhar bem as fotos, vai ver que o cotovelo dele é a cara do Tarantino. O joelho? Fellini. Salinger escondido no umbigo de Bruce Lee.
Tudo está contido em Bruce Lee, eu e você também. Somos todos partes de Bruce Lee e ansiamos pelas outras partes, todas muito boas, ótimas batatas da perna (a da esquerda é Anita Ekberg), pulsos maravilhosos, orelhas divinas.
Jamais poderemos ser indivíduos completos se separados, mas podemos juntos fazer parte do mesmo Bruce Lee se nos esforçarmos para sermos awesome.
Tal caminho não é simples e, sinceramente, enche meu coração de aflição e dúvida, mas realmente sinto que, como seres inferiores que somos, é o nosso dever, que é a coisa certa, mesmo que muito difícil - fazer, pelo menos, parte de Bruce Lee.

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16.8.07

A terrível verdade sobre Bogie e Bacall

Lauren Bacall, não se parecendo muito com Lauren Bacall, surpreendida por um paparazzi ao acalmar Bogie, desiludido e desesperado, enquanto tenta impedir que ele cometa uma loucura.

Bacall e Bogie são um dos casais mais famosos da história do cinema. Enquanto tal é marcado por relatos de violência e abuso, relacionamentos conturbados por inveja e luxúria, nunca se ouviu nada de negativo sobre Bacall e Bogie.

Até agora.

Hoje, com os milagres da ciência investigativa, todos sabem que Bogie era careca e usava peruca, que nem parecia peruca, mas era sim uma peruca. A calvice é um problema que afeta a auto-estima de milhões de carecas, desfaz casamentos e mata a libido. Nem por isso Bogie se deixou abalar e continuou a perpetuar sua imagem de galanteador que sofre uma tristezinha sofisticada e trata mal o Peter Lorre (que raspou a cabeça, mas não era careca, fato que incomodava Bogie).

Mas poderia tal figura de masculinidade tão poderosa no nosso imaginário estar sofrendo por dentro, em silêncio e sozinho? O que tenho a revelar é que Bacall, como sua alma gêmea e companheira no gamão, não o ajudava. Na verdade, ela era cruel com as inseguranças de Bogie.


O olhar vil e cruel de Bacall, segundos antes de cometer uma atrocidade contra o bem estar emocional e a integridade psíquica de Bogie.

Sempre que o casal recebia visitas, Bacall o humilhava na frente dos outros com um gesto que somente a mente terrível de uma femme fatale poderia conceber. Era muito simples, mas também muito eficaz ao abalar a confiança de Bogie por completo, fazer com que ele caísse em lágrimas e abandonasse a sala de estar correndo meio esquisito.

Bacall, recebendo as visitas em seu melhor vestido, apontava um quadro de unicório, comentava sobre as escolhas de cores do artista, a expressividade dos olhos melancólicos porém esperançosos do animal mítico perambulando pela floresta em busca de dias melhores. Enquanto isso, Bogie ao seu lado já sofria por atencipação. Assim que os convidados começavam a se hipnotizar pela beleza das emoções do unicórnio, Bacall silenciosamento levantava o braço, fazia com a mão o mesmo movimento de Bela Lugosi, pousava as pontas dos dedos no topo da peruca de Bogie - Bogie ficava muito ansioso só com o toque das unhas de Bacall atravessando todo o cabelo falso e encostando no couro cabeludo por debaixo da touquinha e a cola - e, então, o golpe final: Bacall virava a mão no sentido horário, fazendo com que a parte de trás da peruca de Bogie fosse para frente e a frente ficasse formando uma franjinha pra cima no topo da cabeça como o Picapau.


Bogie pedindo "por favor, pára com isso" e Bacall nem aí.


Bacall, então, tentava de tudo para atrair de volta os olhares dos convidados imersos na pintura do unicórnio para que pudessem notar o penteado de Bogie e fazê-lo passar vergonha enquanto sorririam sem graça e comentariam que já é tarde, melhor ir pra casa e tentariam passar a mão no cabelo algumas vezes sugerindo a Bogie que fizesse o mesmo, como se ele nem mesmo soubesse.

Bacall abriria uma garrafa de champanhe (o rolha bateria na peruca de Bogie, causando ainda mais estrago) e, então, Bogie estaria exposto e vulnerável. Muitas vezes, Bacall teve sucesso.

Bogie tentou usar presilhas, mas as visitas ficavam ainda mais perplexas e Bogie ainda mais envergonhado.

Os motivos de Bacall para tal crueldade são desconhecidos. Ainda hoje, quando a entrevistam e comentam sobre os anos de depressão de Bogie, ela muda de assunto e começa a falar mal da Nicole Kidman, tira uma foto dela da bolsa, desamassa e cospe em tudo.

O que se sabe é que Bogie, eventualmente, se recuperou e deixou as humilhações pra trás. Tudo pelo poder do amor.

Bogie poderia ter abandonado Bacall, mas sempre que olhava em seus olhos separadinhos, todas as reclamações, as frustrações e a ira desapareciam. Em seus últimos anos de vida, Bogie aguardava ansioso pela sensação cortantezinha das unhas de Bacall no topo de sua cabeça, onde seria a moleira de um adulto.

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4.8.07

Indies de direita

Indies de direita são mais difíceis de se encontrar do que ornitorrincos sem problemas de confiança. No entanto, são do meu tipo favorito de pessoas. Todo indie de direita tem meio caminho andando comigo. Acho que nunca encontrei nenhum, infelizmente.
No msn, apareceu online um interesse romântico meu de quando eu tinha uns 16, 17 anos e sonhava em poder pegar meu passaporte e voar até Porto Alegre. Só depois fui aprender que não precisa de passaporte para ir até Porto Alegre. Eu ainda acho que deveria precisar. Mas na foto do msn desse meu interesse romântico não declarado de alguns anos atrás ele estava com uma garota. Provavelmente feia. Oh, quanto enjôo no meu coração e agonia no meu estômago.
Não deveria ser pedir demais que todas as pessoas que não estejam com você sofram muito e não consigam ficar com mais ninguém.
A questão não é querer estar com todo mundo, mas querer que todos desejassem estar. Mesmo os que não fossem indies de direita. Especialmente, talvez. Ou não. Enfim, todos deveriam ser infelizes. Ou porque nunca me conheceram ou porque chegaram tão perto de mim, mas nada aconteceu. E passam anos e anos se lembrando e se lamentando e sendo quase impossível de se viver, quase.
Todas as pessoas que se casam e não se casam comigo estão se enganando. Todas as pessoas, os bichos, eletrodomésticos, etc., vivem infelizes sem notícias minhas e pensando, "se eu fosse, pelo menos, um indie de direita".
Às vezes, nem adianta ser um indie de direita. Estou supondo, é claro, já que nunca conheci um. Mas imagino que nem todas as pessoas que acertam o gosto musical e as visões políticas sejam portanto perfeitas. E o gosto cinematográfico? E o hálito? A cor das unhas do pé? São humanas?
Isso que é terrível em minha condição, as imperfeições das outras pessoas. É muito difícil pra mim. Bom, talvez não tão difícil quanto viver sem mim por perto. Quero dizer, eu posso imaginar quão terrível pode ser, como pode ser escuro e frio, a comida perde a graça, as samambaias murcham. Mas é muito difícil pra mim ser generosa e aceitar em meus braços mesmo os indies de direita que podem sofrer de péssimo gosto para meias.
Um dos maiores golpes que sofri foi quando fui rejeitada por dois possíveis interesses românticos ao mesmo tempo. Imagine quanto desespero para ficarem tão cegos. E como vão se arrepender depois. E nenhum era indie ou de direita, então, imagine a extensão da minha bondade ao considerá-los em um mundo em que ninguém mais os quereria.
O universo não é fácil para os que não são indies, de direita ou ambos.
Como expressar um conservadorismo fofo sem ouvir "feeling yourself disintegrate" enquanto passa Erin Brockovich dublado e se despreza tanto a Julia Roberts, seu ativismo, sua atuação, suas narinas enormes? Pensando, "uh, Soderbergh é tão 90s".

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1.8.07

Inbox

Eu estava, provavelmente, entrando no TheSuperficial pela terceira ou quarta vez quando percebi que tinha três novas mensagens no meu stumble. Um turco:

krek•31 M•2:32pm
nice blog:) can i take you to my list?

krek•31 M•2:34pm
sorry. hello:}

krek•31 M•2:47pm
:((


Ele deve ter me visto online e achou que eu o ignorei quando eu só estava lendo sobre o instinto maternal da Britney Spears. Normalmente, eu ignoraria mesmo, mas acho que ele deveria demorar pelo menos alguns dias pra esboçar tanta decepção.

Pensei, uau, isso é o símbolo perfeito pra alguma coisa. Para as relações humanas, a vida or sumshit.

Perceba toda a expressividade do :} e, então, o trágico :((.

É como qualquer drama. Não consigo pensar em nenhum porque detesto dramas, mas, pense bem. O otimismo, um novo amor, :), o conflito, o caos, :} e, finalmente, :((.

Eu não sou uma pessoa otimista e certamente não ouço jazz - desculpe, o jazz não tem relação, só senti que precisava declarar isso. Eu realmente acredito que a vida se encarrega de sempre te surpreender de forma negativa. Eu acredito que quando algo bom acontece, só acontece pra poder ser arrancado de você ou completamente destruído em algum futuro. Eu não acho que seja possível controlar a própria vida, que se possa tomar decisões verdadeiras. Eu acho que você pode tentar, e eu tento, mas tudo vai sempre ir contra. Ninguém nunca ajuda. Quando ajuda, você vai se arrepender de ter aceitado aquela ajuda ou vai precisar se humilhar durante esse processo. E, não, eu não consigo parar de sentir pena de mim mesma.

Estou tentando te contar porque não sou a happy camper.

Sabe como pessoas que pegam cachorros da rua contam em que condições o cachorro estava? Cheio de pulgas, carrapatos, vermes e, não sei, rinite alérgica. Eu estive por aí e agora estou cheia de pulgas e carrapatos e vermes e rinite de tristeza e ódio. Eu preciso de vacinas e de uma dieta balanceada.

O problema dos seres-humanos é que você não pode pegar alguém da rua e criar como um cachorro. Você pode criar como um outro ser-humano, mas isso não ajuda nada. Quando você lida com um ser-humano, você supõe que, em dado momento, ele vai saber sozinho o que comer, o que não fazer, etc.. Eu até aprenderia, se me ensinassem, mas não quero fazer isso sozinha. Eu quero ser, ahm, usando a pior analogia que uma mulher poderia usar, pega da rua. Receber tratamento para todo o dano já causado, recomeçar, ser educada e amada. Porque você pode, em qualquer momento, virar um cachorro de barriga pra cima e assoprar, mas você não pode fazer isso com humanos.

Ao contrário do que pensam, cachorros podem ser tão ou mais esnobes do que gatos. Minha cachorra mais velha nunca olha pra alguém diretamente, é sempre de lado e, não sei como, de cima pra baixo. Ela não permite que ninguém a ponha no colo. Ela mostra os dentes, faz careta e morde mesmo. Em alguns momentos, ela quer carinho, mas ela faz toda uma encenação antes de simplesmente pedi-lo. Ela circula a sala, pára em um canto, chega um pouco mais perto, olha firmemente para o nada, olha pra você (de lado e de cima pra baixo), e só se você não tiver percebido ainda, solta um "grr". Assim que você começa o carinho, ela pára. Ela continua desviando o olhar, como se não estivesse nem mesmo percebendo o carinho. Mas se você pára, ela volta a fazer "grr" (e você volta a fazer carinho, e pára, e volta, etc.).

Por algum motivo muito enraizado e secreto, eu odeio todas as pessoas antes de conhecê-las. Eu sei que todas elas são cretinas até que se prove o contrário e demora muito até que isso seja provado. O pior que pode acontecer pra mim é dar crédito para uma pessoa que realmente não o merecia. É como se eu invalidasse todo o meu sistema de avaliação que é tão meticuloso e trabalhoso.

Preciso dizer que estou exagerando pelo estilo?

Eu tento ser gentil pra balancear todo esse pessimismo, mas, uma amiga me disse uma vez que eu posso não chamar as pessoas de idiota, mas que eu sei fazer isso com o olhar e sem controlar. (Você tem noção do que é isso? É Tourette. Eu posso não conseguir me controlar e chamar sua avó de idiota).

É extremamente difícil. Às vezes eu me esforço muito, treino olhares gentis, mas, para mim, a maioria das pessoas não valem a pena. É um esforço cristão. Mas ao invés de despertar ainda mais generosidade e bem estar em mim, só faz com que eu queira que as pessoas se esforcem por mim, pra variar. Que se matem por mim e duelem por mim. Como alguém pode abandonar uma pessoa que se esforça tanto? Oh, os traidores.

Vê? Eu vou de cachorro a rainha muito rápido.

Fiquei estranhamente emocionada quando a menina de Gantz está na casa do menino e pergunta a ele se ele pode ter bichos de estimação, se os vizinhos deixam, que ela queria saber se ele poderia ficar com ela. Como japs são pervertidos, ele começa a ter flashes dela nua, usando uma coleira. Não é isso. Aqui em casa, os cachorros são soberanos e nossa mobilidade depende muito mais dos cachorros do que o contrário.

Um cachorro é muito baixo e muito altivo ao mesmo tempo. Mas, enfim, não importa.

Eu ainda gostaria de voltar como um chow chow.

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